Os perigos da alienação parental
Enviada em 19/11/2020
Consoante o Estatuto da Criança e do Adolescente, é resguardado a todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude sem interferências destrutivas. Entretanto, ao analisar o dilema da alienação parental, a crise ética da instituição familiar e a dominação coercitiva de membros indefesos corroboram a urgência de medidas interventoras no contexto brasileiro atual.
Em primeiro lugar, devemos analisar a filosofia ética deste paradigma. Assim, segundo a ordem do filósofo racionalista Emmanuel Kant, os comportamentos morais são classificados como de caráter, ou seja, devem ser norteados pelo ideal da empatia universal, realizando de forma que o resultado seja a expectativa final da humanidade. Dessa forma, as instituições familiares falham ao aplicar o exercício ético generalizado.
Além disso, a dominação e seu impacto nas crianças e jovens devem ser enfatizados. Como predomina o caráter sutil e discriminatório dos direitos dos pais, as consequências são baseadas no medo constante, que afeta o desenvolvimento lúdico dos cidadãos que não podem se defender, porque seus direitos constitucionais são coibidos. A tendência de desenvolvimento de casos clínicos como depressão e doença Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 2030, será o mais comum no mundo.
Portanto, fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e carece de intervenções no país. Em vista disso, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias. Uma vez que dilemas psicológicos podem causar sérias problemáticas sociais. Por fim, as prefeituras, em associação com as universidades, precisam criar campanhas e palestras públicas, através de auxílios de pedagogos e psicólogos especializados, para que, enfim, a responsabilização social erradique esse paradigma no Brasil.