Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

Com o passar dos anos, crescem os números de divórcios, sobretudo com brigas parentais. Em um dos episódio da série americana Chicago Med, que retrata ficcionalmente casos médicos, o filho de um casal recém separado se sente mal e necessita de atendimentos urgentes. As decisões para os tipos de tratamentos e bem-estar do menino são conflituosos, pois a guarda parental ainda não é decidida, o que pode afetar a saúde não só física, mas também psicológica da criança. Nesse sentido, no que tange à questão dos problemas de alienação familiar, é necessário a discussão acerca da falta de mais apoio governamental e de decisões de leis mais compreensivas.

Primeiramente, o termo “alienação parental” pode ser explicada, como a tentativa de desqualificar o ex-cônjuge ao impedir que o filho mantenha o vínculo afetivo com o mesmo, cada vez mais comum nos processos da busca da guarda na justiça. Geralmente, o pai que adquire a responsabilidade tenta convencer a criança de que o ex-responsável é menos importante ou especial, o que faz com que a imagem do outro seja menosprezada nos pensamentos desse filho. Como alternativa, o Tribunal de Justiça tenta amenizar os danos sofridos pela “guerra parental”, ao oferecer um curso de apoio familiar para o ex-casal e também para a criança.

Ademais, existe o problema de quando o filho não aceita a decisão da justiça. Os danos, nesse caso, podem ser ainda maiores, pois ele sente que suas decisões, na verdade, não importam, e apenas a felicidade do seus pais é que está garantida. Pode ser mais comum com adolescentes, quando a opinião própria é mais formada, porém é uma situação que ocorrer, e que se não analisada inteiramente e com cuidado, podem surgir traumas, depressões e brigas, o que faz com a pessoa não seja realmente feliz pelo resto da vida.

Portanto, é necessário que a criança não passe pelo processo de separação conjugal de forma prejudicial. O Governo Federal deve criar outros tipos de cursos e terapias para as famílias recém separadas, além de criar leis maiores e mais efetivas contra os pais que abusam do psicológico infantil. A divulgação e a conscientização sobre o tema na sociedade deve ser feita principalmente por meio das plataformas digitais, como Instagram, Facebook e Twitter, para que a mudança acarrete em um bom convívio familiar, mesmo depois da separação. Somente dessa forma a alienação parental deixará de existir.