Os perigos da alienação parental
Enviada em 27/11/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos em seu art. 163 dispõe que: “a família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem o direito à proteção da sociedade e do Estado”. A princípio, a definição de família seria um vínculo sentimental e não somente uma correlação de laços sanguíneos. Entretanto, há variados obstáculos para obter um ambiente saudável de se conviver, na maioria das vezes, por culpa do casal que com suas desavenças buscam denegrir um ao outro, induzindo o filho a noções pejorativas, causando um certo repúdio.
Uma das principais ameaças que a alienação parental pode acarretar na vida do jovem, seriam problemas psicológicos como ansiedade, depressão e síndrome de pânico. Após uma manipulação mental, a criança sofre a pressão de escolher um dos lados de seus respectivos progenitores, dando início a emoções que não podem ser compreendidas pela mesma que se encontra efetivamente abalada. Tendo em vista os danos psíquicos, estes gerarão impasses fisicamente na vida pessoal da vítima, os principais exemplos são, dificuldades de se relacionar em modo geral e empecilhos na área escolar.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), o Brasil é um país jovem, isto é, pessoas novas em sua grande maioria já tem filhos. É importante ressaltar que, não há existência de auxílio governamental para menores de idade. Ou seja, ficam desnorteados sobre como educar um filho, dando início a um ciclo de contratempos. Isso acaba se tornando um meio justificativo para o comportamento de persuadir a própria criança e deixa-la confusa em um lugar que deveria exalar conforto e segurança. É de grande importância enfatizar que já existe uma punição para tais atos de acordo com a lei, todavia, é difícil impedir que isso ocorra no cotidiano de muitos.
Perante as informações fornecidas, faz-se necessário um direcionamento de capital pelo Tribunal de Contas da União, ao Ministério da Educação, para investir em uma educação mais completa e maiores instruções dos menores, que resultaria em crianças menos propensas à abusos de seus responsáveis. Por outro lado, deverão contar com a assistência do Ministério da Saúde, que cria projetos com finalidade de instruir pais e mães acerca dos perigos de conduta em seus papéis. Tais projetos devem contar também com recursos psicológicos, a fim de auxiliar no desenvolvimento da família.