Os perigos da alienação parental

Enviada em 20/11/2020

De acordo com o psiquiatra infantil Richard Gardner a alienação parental é um distúrbio infantil, que surge, principalmente, em relação das disputas pela posse e guarda de filhos. Essa interação tóxica não apenas irá piorar o relacionamento entre os genitores, como também, afetará o psicológico do jovem de maneira significativa. No qual mudará a sua visão em relação a um de seus pais.

A priori, uma das ameaças que a alienação parental pode trazer à criança ou ao adolescente são consequências psicológicas como depressão, ansiedade e síndrome do pânico, uma vez que o infanto-juvenil é manipulado e pressionado a ficar ao lado de um dos pais, pois irá mexer com as emoções do filho, gerando raiva e confusão a esse. De certo, na alienação parental, quem sofre mais são os infanto-juvenis e se faz necessário medidas de ratificação da lei de alienação parental para que haja o mínimo de desgaste a criança ou ao adolescente. Ademais, a alienação parental trás prejuízo no comportamento do filho, tendo em vista que com o conflito entre os pais faz com que a autoestima decaia, o rendimento escolar se comprometa e, como os pais são espelhos para a criança ou adolescente, podem reproduzir o comportamento de possessão e manipulação, gerando um ciclo.

Para que a alienação parental minimize no Brasil é imperativo que o Governo Federal, na figura do Congresso Nacional, juntamente com o Conselho Tutelar criem estatutos específicos de combate a essa temática. Isso pode ser materializado em leis que promovam sanções afetivas, como o distanciamento do alienador da vítima, e financeiras, com a instituição de multas e penhora de bens, a fim de intimidar esses indivíduos no que se refere à alienação e possibilitar a diminuição desse crime no país.