Os perigos da alienação parental
Enviada em 20/11/2020
Na série “3%",todo jovem que completa vinte anos de idade tem uma única chance de passar pelo processo para ascender ao Maralto. Na ficção, o Maralto é tão almejado, pois oferece uma sociedade perfeita, na qual não existem conflitos e todos vivem em paz. Entretanto, os perigos da alienação parental tornam-se um impedimento à instalação da sociedade maraltiana na contemporaneidade brasileira, o qual ocorre tanto pela falta políticas públicas eficientes, quanto pela ausência de conhecimento para criar filhos. Nessa perspectiva, não há dúvidas de que essa problemática precisa ser superada no Brasil.
Primeiramente, cabe destacar que a Constituição Federal de 1988 garante a felicidade do cidadão como finalidade de qualquer política pública. Todavia, hodiernamente, essa garantia torna-se ineficaz, tendo em vista que os casais que estão em processo de divórcio não têm apoio psicológico para preservar a integridade da saúde da criança, a qual é usada como arma ou escudo por parte de um genitor para atingir o outro. Como se não bastasse, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),80% das crianças sofrem chantagem emocional por um genitor quando os mesmo estão separados. Nesse viés, faz-se urgente a reformulação da postura estatal.
Outrossim, a falta de sabedoria sobre como criar filhos ainda é um impasse, É sabido que cada vez mais, as pessoas estão tendo filhos prematuramente sem saber como lidar com essa situação, seja pela presença de parceiros (as) que não assumem os filhos, ou pela própria imaturidade. Prova disso são os dados do Ipea, os quais relatam que, no Acre, 27% de todos os bebês que nascem são filhos de mães adolescentes. Contudo, Maquiavel já afirmava que uma mudança sempre deixa patamares para outras mudanças. Dessa forma, é crucial que haja uma mudança nos valores construídos pela sociedade, para evitar problemas futuros, como a alienação parental.
Diante do exposto, essa mazela precisa ser combatida com urgência no Brasil. Logo, urge a mídia - principal difusora de informação e grande formadora de opinião - junto às prefeituras municipais, promoverem na sociedade a conscientização sobre o ideal momento para se ter um filho e como organizar a vida já no período gestacional, e também prestar apoio psicológico às crianças que estão sendo manipuladas pelos pais, por meio de palestras e “lives” gratuitas que acontecerão nos locais e canais de posse estatal com profissionais da área, respectivamente. Tais ações, com o fito de garantir que todas as pessoas tenham ciência do necessário para ter um filho e preservar a integridade da saúde das crianças. Sendo assim, alcançar-se-á o “Maralto brasileiro” com apenas um processo: o fim da alienação parental.