Os perigos da alienação parental
Enviada em 20/11/2020
A alienação parental é decorrente, em grande parte, da relação abusiva dos pais quanto aos seus filhos, em que o adulto submete a criança à sua influência e a impede de possuir laços afetivos com demais familiares ou responsáveis pela mesma. Sendo a maioria da ocorrência de casos similares, entre pais divorciados que buscam, simultaneamente, deter a guarda de um filho. Portanto, fica evidente que situações complicadas como essas podem agir, de forma crítica, sobre o jovem fragilizado pelo contexto. Como no exemplo do conhecido ator da franquia “esqueceram de mim”, Macaulay Culkin, durante sua infância.
Macaulay teve seu talento reconhecido no mundo inteiro ainda muito jovem. Ele estrelou diversos sucessos no cinema e tv, e aparentava sempre uma criança feliz e muito querida por sua família. Porém, anos depois de dar um tempo em sua carreira, e crescer longe do estrelato, ele retornou para dar seu testemunho infeliz acerca dos seus problemas decorrentes da má relação com seus pais. Contando abertamente sobre como seu sucesso cegou seus pais, que posteriormente ao divórcio lutaram e manipularam pela guarda do jovem. O que claramente gerou no garoto uma série de traumas psicológicos que desencadearam uma juventude arruinada pelo vício e depressão.
Da mesma forma, essa relação conturbada entre pais e filhos atinge também outras inúmeras pessoas. Nesse sentido, foi criada a lei 12.318, de 2010, em que a alienação parental é tratada como interferência na formação psicológica da criança ou adolescendo. Esse que em decorrência da pressão acumulada pelo mal relacionamento entre os parentes, tem grande chance de desenvolver uma angústia que pode vir a se tornar até mesmo uma patologia psicológica. Com isso, o jovem pode desenvolver uma personalidade conflitante ou até mesmo algum tipo de trava quanto ao seu relacionamento com outras pessoas.
Desse modo, fica claro o impacto do comportamento dos pais com seus filhos no desenvolvimento dos mesmos, e como pode ser nocivo à própria saúde da criança ser submetida a manipulação psicológica que favorece a somente uma figura parental e desfavorece as demais. Por isso é importante que os responsáveis respeitem o espaço do jovem durante a fase, por exemplo, de divórcio, de modo que a criança possa ter o contato com ambos os familiares e se sinta mais incluído numa relação de respeito. Além disso, outro grande papel é da justiça, pois ela deve se assegurar de que os direitos do jovem estão sendo respeitados pelos pais a fim de que não haja abusos por parte dos pais sobre o filho.