Os perigos da alienação parental

Enviada em 26/11/2020

De acordo com a Carta da Criança e do Juventude, o respeito pela integridade dos menores e os direitos fundamentais dos jovens não são protegidos por todos os cidadãos adultos. No entanto, ao se analisar o dilema da alienação parental, a crise moral do sistema familiar e o dever dos membros indefesos confirmam a urgência de intervenção no atual contexto.

Assim, segundo a ordem do filósofo racionalista Immanuel Kant, as ações consideradas éticas são julgadas por sua natureza categórica, ou seja, devem ser guiadas pelo ideal da empatia universal, em certo sentido, alcançar resultados é a maior expectativa da humanidade. Portanto, as instituições familiares não podem aplicar uma ética universal, pois a calúnia e o discurso de ódio gerados pela alienação dos pais causam transtornos e impacto psicológico na formação dos jovens, que nesta perspectiva estarão em um ambiente repleto de problemas e expectativas diatópicas.

Além disso, a dominação e sua influência sobre as crianças e adolescentes devem ser enfatizadas. Para o pensador Michel Foucault em sua obra Microfísica do Poder, as relações interpessoais são estabelecidas pela compulsão minimalista de agentes cotidianos que não representam grandes entidades sociais. Assim, com predominância de discursos parentais sutis e discriminatórios que podem causar problemas aos jovens, como depressão e outras doenças mentais.

Portanto, cabe ao Estado, como Ministério da Justiça, aprimorar a aplicação da lei de controle da manipulação familiar, para que haja parceria com os sistemas de ensino no acolhimento de denúncias, no intuito do restabelecimento da integridade dos menores. Por fim, os municípios devem organizar campanhas e palestras públicas, com o auxílio de educadores e psicólogos especializados, para que, em última instância, a responsabilidade social consiga erradicar esse paradigma.