Os perigos da alienação parental

Enviada em 29/11/2020

Promulgada em 1988, a Constituição Federal estabelece que é dever do Estado garantir uma especial proteção à família - dita como a base da sociedade -. Entretanto, ao observar a continuidade de casos de alienação parental no Brasil, nota-se que, em virtude do governo e do desconhecimento popular acerca do tema e , boa parte da população sofre com as consequências dessa problemática. Nesse viés, é imprescindível que medidas sejam tomadas para mudar esse cenário atual.

A priori, é válido salientar que a alienação parental origina-se da baixa atuação dos setores governamentais. Dessa forma, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por assegurar o bem-estar da população; todavia, devido à falta de atuação das autoridades no acompanhamento psicológico de pais que passam por separação, isso não ocorre no país. Dessa forma, consequentemente, os pais utilizam as crianças como “armas” e “escudos” em relacionamentos com términos conturbados, o que leva ao surgimento de problemas psicológicos graves na criança - depressão, ansiedade, transtorno bipolar -.

Outrossim, sob a perspectiva sociológica do alemão Ralf Dahrendorf, a anomia é a condição social em que as normas reguladoras dos comportamentos das pessoas perdem sua validade. De forma análoga, contata-se que as leis que regulamentam a preservação do filho encontram-se em estado de anomia, visto que são infringidas por casais em separação. Sendo assim de acordo com o site G1, 72% dos divórcios que envolvem filhos, terminam com a manipulação da criança por um lado.

Logo, a partir dos argumentos mencionados, é imprescindível que as mídia crie campanhas de esclarecimento popular acerca desse problema, na qual especialistas em Direito da família alertarão sobre suas causas e consequências e informarão as formas de se denunciar tal ato, a fim de alertar a população brasileira. Assim, garantir-se-á que a sociedade desfrute de um direito constitucional - a garantia da proteção da família.