Os perigos da alienação parental

Enviada em 20/11/2020

A alienação trata-se de uma interferência parental na formação psicológica da criança ou do adolescente praticada por um dos seus genitores, familiares ou por quem a detenha sob a sua guarda ou vigilância com o objetivo de que este menor não estabeleça vínculos. Entretanto, ao analisar o dilema da alienação parental, a crise ética da instituição familiar e a dominação coercitiva de membros indefesos corroboram a urgência de medidas interventoras no contexto brasileiro atual.

Em primeiro lugar, é primordial pesquisar a filosofia ética desse paradigma. Nesse viés, segundo os imperativos dos filósofos racionalistas, as ações consideradas éticas são avaliadas pelo caráter categórico, ou seja, devem ser pautadas com o ideal de empatia universal, realizando de forma que o resultado seja a expectativa final da humanidade.

Assim sendo, as instituições familiares falham ao aplicar o exercício ético generalizado, visto que a difamação e o discurso de ódio gerados pela alienação parental provocam distúrbios e efeitos psicológicos na formação de jovens que, nessa perspectiva, crescerão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal.

Portanto, fica evidente que a alienação parental é prógrono de diversos distúrbios psicológicos e carece de tratamento no país. Por conseguinte, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar uma aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para receber denúncias, um fim de restaurar a integridade juvenil, visto que dilemas psicológicos podem causar sérias problemáticas sociais. Por fim, as prefeituras, em associação com as universidades, precisam criar campanhas e palestras públicas, através de auxílios de pedagogos e psicólogos especializados, para que, por fim, a responsabilização social erradique esse paradigma no Brasil.