Os perigos da alienação parental
Enviada em 20/11/2020
Concordante ao Estatuto da Criança e do Adolescente, é resguardado a todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude sem interferências destrutivas. Entretanto, ao analisar o dilema da alienação parental, a crise ética da instituição familiar e a dominação opressiva de membros indefesos corroboram a urgência de medidas interventoras no contexto brasileiro atual.
Em primeiro plano, é fundamental analisar uma filosofia ética desse paradigma. Desse modo, segundo os imperativos do filósofo racionalista Immanuel Kant, como ações consideradas éticas são avaliadas pelo caráter categórico, ou seja, devem ser pautadas com o ideal de empatia universal, realizando de forma que o resultado seja a expectativa final da humanidade. Dessa forma, as instituições familiares falham ao aplicar o exercício ético generalizado, visto que a difamação e o discurso de ódio gerado pela alienação parental provocam distúrbios e psicológicos na formação de jovens que, nessa perspectiva, crescerão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal.
De acordo com o que foi dito anteriormente, convém ressaltar a dominação e seus efeitos sobre as crianças e os adolescentes. Consciente disso, o pensador Michel Foucault em sua obra Microfísica do Poder, as relações humanas são constituídas pela coerção minimalista de agentes diários que não representam grandes entidades sociais. Assim, com a dominação do discurso sutil e discriminatório parental, como consequências baseiam-se em um medo constante que afeta o desenvolvimento lúdico dos cidadãos indefesos, uma vez que os direitos constitucionais são coibidos, e há uma tendência no desenvolvimento de casos clínicos de depressão , doença que será até 2030 a mais comum do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
Portanto, fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e carece de recursos no país. Em vista disso, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar uma aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para receber denúncias, um fim de restaurar a integridade juvenil? uma vez que dilemas psicológicos podem causar sérias problemáticas sociais. Por fim, as prefeituras, em associação com as universidades, devem criar campanhas e palestras públicas, através de pedagogos e psicólogos especializados, para que, enfim, a responsabilização social erradique esse paradigma no Brasil.