Os perigos da alienação parental
Enviada em 22/11/2020
Manipular psicologicamente filhos em benefício próprio ou com algum objetivo vingativo é crime, previsto em Lei, desde 2017. Conquanto, apesar do caráter punitivo, o que é visto hoje, é a persistência do processo de alienação parental na sociedade. Diante dessa perspectiva, não há dúvidas de que combater essa violência psicológica com crianças e adolescentes ainda é um desafio para o Brasil; a qual causa graves prejuízos tanto no emocional quanto no social desses jovens.
Em princípio, é indubitável que o constante abuso e chantagem emocional interferem diretamente na saúde psíquica dos indivíduos. Por esse ponto, o cenário é ainda mais grave quando se trata de crianças e adolescentes, pois essas atrocidades cometidas por quem deveria proteger e cuidar, podem vir a causar transtornos psicológicos, problemas de confiança, inseguranças e um nível gigantesco de abalo emocional ao ponto de afetar em diversas esferas e por toda a vida desses jovens. Nesse sentindo, é essencial instruir os cidadãos a respeito da alienação parental com o objetivo de identificá-la no cotidiano a fim de coibir essa problemática.
Além da questão emocional, há também o problema na formação social do indivíduo. Sabe-se que, segundo a teoria sociológica dos processos de socialização, a família é a mais importante na formação social do indivíduo e a primeira a inseri-lo dentro sociedade. A partir disso, essa fundamental importância é esquecida pelos pais à medida que praticam o abuso psicológico e se tornam símbolo de desunião de desafeto para seus filhos, acarretando numa dificuldade de desenvolvimento social desses jovens. Portanto, é extremamente necessário compreender as angústias familiares que podem afetar os menores com o propósito de evitar a perpetuação dessa violência.
Infere-se, destarte, que ainda há entraves para acabar com a alienação parental na sociedade. Cabe então ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos distribuir cartilhas em ambientes públicos, como escolas, praças, shoppings, explicando os principais indícios de alienação parental e como denunciar, com o intuito de orientar o alienado e seu genitor para que essa violência tenha fim. Aliado a isso, também o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde deve criar um ambiente de diálogo semanal nas escolas, na presença de um psicólogo, com a finalidade de abrir espaço para os problemas familiares, medos e angústias assegurando o acompanhamento emocional das partes envolvidas e evitando, desse modo, uma possível alienação parental. Assim, o Brasil poderá superar tais desafios.