Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/11/2020

Cidadania – uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa – quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é o alienação parental, pois o cidadão é impedido de usufruir dos seus direitos. Nessa perspectiva, seja pela baixa atuação do governo, seja pela ignorância da população, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é indiscutível que o poder público se omite frente ao agravamento da situação. Segundo a Constituição, é dever do Estado promover o bem de todos, sem qualquer tipo de preconceito, discriminação ou favoritismo, porém não é isso que se observa quando o assunto é influência psicológica dos pais. Isso ocorre porque o problema maior na legislação, em sentido lato, consiste no fato de que a teoria nem sempre é aplicada na prática. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.

Ademais, questões sociais estão intimamente ligadas à imposição de ideias dos pais  aos seus filhos, por meio de violações. Nesse âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra ”Ensaio sobre Cegueira“, caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pela falta de conhecimento da população. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formar indivíduos conscientes e autorreflexivos, capazes de intervir e melhor a sociedade em que vivem.

É notório, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver o entrave. Desse forma, o governo deve fomentar discussões acerca do assunto, por meio de palestras aos responsáveis nas escolas. A fim de conscientizar os pais e responsáveis sobre os perigos da alienação parental. Desse modo, observar-se-á uma diminuição de casos de repúdio envolvendo filhos e responsáveis.