Os perigos da alienação parental
Enviada em 22/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, em cenário mundial, o que se observa é a deplorável existência da alienação parental. Nesse contexto, encontram-se dois principais pontos acerca dos perigos dessa problemática, sendo eles: o mau vínculo com os pais e o surgimento de problemas de desenvolvimento humano na vítima.
Nessa perspectiva, é necessário entender que a partir do momento em que um jovem sofre alienação parental, ele cria uma imagem negativa da mãe ou do pai, afetando a sua relação com eles. Sob o mesmo ponto de vista, na série “Grey’s Anatomy” a protagonista Meredith Grey possui um péssimo vínculo com seu pai devido às discussões que ele tinha com a sua mãe até eles se separarem. Dessa forma, percebe-se que a alienação parental é, lamentavelmente, uma causa de maus relacionamentos entre o filho e os pais.
Ademais, o surgimento de problemas de desenvolvimento humano na vítima se apresenta como outra grande consequência da alienação parental. Segundo o filósofo John Locke, o ser humano nasce como uma “tábula rasa”, desprovido de saberes e que necessita de instrução. Diante disso, entende-se que a alienação parental faz com que a vítima, pela falta de um bom vínculo materno ou paterno, não encontre um apoio fraterno. Por isso, o que se vê, infelizmente, é a ausência da necessária instrução, idealizada por John Locke, para preencher a “tábula rasa”, gerando uma cruel falta de amparo psicólogo à vítima.
Fica claro, portanto, que a alienação parental apresenta, de forma infeliz, muitos perigos à criança ou ao adolescente. Assim, torna-se necessário que órgãos governamentais, como o Conselho Tutelar e o Estatuto da Criança e do Adolescente, por meio de verbas governamentais, promovam programas de proteção às vítimas. Assim, espera-se, felizmente, que os perigos da alienação parental sejam diminuídos.