Os perigos da alienação parental
Enviada em 30/11/2020
Policarpo Quaresma, protagonista da obra-prima de Lima Barreto, era um nacionalista extremado que sonhava com mudanças utópicas para o Brasil e morreu frustrado ao ver que elas não aconteceram. Se vivesse hoje, por certo se decepcionaria ao notar que a sociedade pouco avançou no sentido de uma reflexão ética e moral, haja vista que entrave, como a alienação parental, se faz presente no corpo brasileiro. Nesse sentido, cabe analisar como a Síndrome da Alienação Parental e como o divórcio afeta a vida da criança.
Observa-se, em primeira instância, que a Síndrome da Alienação Parental pode ser um problema na sociedade brasileira. Sob essa ótica, tal entrave se diverge de utopia de Brasil narrada por Barreto, na medida em que a cada ano, cerca de 500 mil crianças recebem a certidão de nascimento sem o nome do pai, de acordo com o IBGE. Ademais, no Brasil existe a cultura de que a paternidade é optativa e a maternidade obrigatória, ocasionando no rompimento de laços afetivos da criança com o pai desde o nascimento.
Outrossim, vale ressaltar que o distúrbio de alienação parental está presente nas disputas pela guarda da criança durante um processo de divórcio. Sob essa perspectiva, é necessário pontuar que a manipulação da criança contra um dos genitores pode acarretar problemas como depressão infantil, ansiedade, dificuldade de aprendizagem, medo e agressividade, segundo o site G1. Por conseguinte, fica notória a gravidade desse problema e a necessidade de intervenções legais que visem amparar a criança.
Tendo em vista os fatos supracitados, é clara a necessidade de que o Governo, juntamente do Conselho Tutelar, por meio de projetos governamentais, viabilize leis que tenham como objetivo o bem-estar emocional da criança e que disponibilizem um psicólogo para acompanhar de perto os casos de certidão sem o nome do pai e de divórcio com disputa de guarda, para que a saúde mental do menor seja preservada. Também se faz necessário que o Governo, demonstre mais atenção em relação a Síndrome da Alienação Parental, promovendo campanhas e propagandas, por meio da criação leis e da mídia, para que as pessoas prestem mais atenção e denunciem ao Conselho Tutelar tal crime.