Os perigos da alienação parental

Enviada em 24/11/2020

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que os perigos da alienação parental afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pelo possível desencadear de traumas psicológicos em crianças, seja pelo efeito negativo que interfere na formação dos jovens, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é importante reconhecer que a separação de pais ou responsáveis afeta crianças, adolescentes e jovem como um todo. Nesse âmbito, é necessário entender que a alienação se caracteriza por uma manipulação quando o responsável imputa características falsas do outro genitor à criança e isso faz com que ela deteste o outro genitor, que normalmente não é o guardião, desse modo, é possível reconhecer que esses atos afeta de forma profunda os sentimentos das vítimas, passando a surgir alguns efeitos devastadores sobre a saúde emocional como depressão crônica, doenças psicossomáticas , ansiedade ou nervosismo sem razão aparente, tornando difícil até mesmo manter um bom convívio dessas vítimas com outras pessoas, por apresentar dificuldade de socialização, desperta agressão, violência, entre outros. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Somado a isso, é válido destacar que a formação de jovens e adolescentes que passam por esse tipo de situação dentro do ambiente familiar pode ser prejudicada. Isso ocorre porque a medida que a vítima já cresce com sentimentos negativos, pensamentos maldosos que podem ser levados para vida toda, a criança e adolescente se torna vulnerável a ter relacionamento normais com outras pessoas, oque a torna uma pessoa solitária e antissocial. Dessa maneira, com a dominação do discurso sutil e discriminatório parental, as consequências baseiam-se em um medo constante que afeta o desenvolvimento lúdico dos cidadãos indefesos, logo, é inacitável a permancência dessa situação.

Depreende-se, portanto,  que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação das escolas de todo o país, que deve por meio de debates e campanhas, promover uma maior conscientização à pais e alunos sobre os riscos e perigos da alienação parental, alertando os tipos de doenças psicológicas que podem se desencadear, bem como o medo, a ansiedade, depressão, a fim de proporcionar uma melhor qualidade de vida entre crianças e adolescentes, na qual discussões entre pais ou autoridades não interfira na saúde mental da vítima, pois somente assim, poderá ser observado um país em que esses problemas poderão ser mazelas passadas na sociedade brasileira