Os perigos da alienação parental

Enviada em 25/11/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a alienação parental torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de políticas públicas eficientes, seja pela falta de senso parental, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que a falta de práticas dos direitos leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante a baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura.), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente à alienação parental persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.

Por conseguinte, é necessário salientar também a falta de sensibilidade dos progenitores como promotor do problema. Isso porque mediante a separação do casal, as leis que regulamentam a preservação da prole são infringidas constantemente. Em decorrência desse pressuposto, não há um apoio parental ao filho que se vê entre uma separação, pois de acordo com uma pesquisa do portal de notícias G1, 72% dos divórcios que envolvem filhos terminam com a manipulação da criança por um lado. Por certo, essa atitude contribui para esse quadro deletério.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Nesse viés, é dever do Ministério da Família proporcionar a criação de leis, a serem aprovadas pelo Senado, que obriguem aos pais que estejam em processo de separação, a realizarem acompanhamento psicológico, por meio de consultas semestrais, para que se possam orienta-los e acompanha-los quanto as atitudes com seus filhos. Desse modo, atenuar-se-á o impacto nocivo da alienação parental.