Os perigos da alienação parental
Enviada em 23/11/2020
A Constituição Federal, promulgada em 1988, estabelece que é dever governamental garantir proteção à família. Contudo, a grande ocorrência de casos de alienação parental deixa nítido que o Estado não está conseguindo ter a devida competência para lidar com esse assunto e com isso muitas crianças sofrem com essa prática e em vários casos ficam traumatizadas. Com efeito, visando o enfrentamento do problema, faz-se necessário que o governo tome medidas para acabar com essa problemática.
A priori, é necessário destacar que, o número de divórcios no Brasil é de cerca de 140 mil por ano. Esse alto índice de separações é um dos fatores decisivos para a existência de casos de alienação parental, pois causa sentimentos de raiva e disputa entre alguns dos ex-cônjuges que os levam a usar os filhos como instrumento de vingança contra o antigo parceiro de relacionamento. Logo, é mister afirmar que essa situação bota as crianças em um fogo cruzado e pode deixar marcas profundas em suas personalidades.
Ademais, é necessário destacar que, segundo pesquisa do site G1, 72% dos filhos de pais divorciados acabam sendo manipulados por um dos lados do entrave. Isso demonstra que as leis de proteção às crianças são constantemente violadas e que é extremamente difícil validá-las no âmbito das famílias separadas. Dessa forma, fica cada vez mais urgente essa situação por envolver menores que são psicologicamente voláteis e em sua maioria ficam traumatizada.
Compreende-se, portanto, que é de extrema necessidade que o Estado - através da Secretaria Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes (SNDCA) - fiscalize mais o tratamento das proles durante os processos de divórcio para que haja menos chances das crianças ficarem presas no entrave causado pelos seus pais. Além disso, a mídia tem um papel muito importante, ficando incumbida de divulgar campanhas esclarecendo os problemas causados pela alienação parental. Por fim, é de grande relevância que um dos progenitores procure a justiça caso note que seu ex-parceiro está usando o psicológico abalado dos menores como instrumento para coagir e causar desentendimento. Assim, será possível proteger as crianças desse problema e criar uma convivência pacífica entre ambas as partes de um separação em prol da criação de seus filhos.