Os perigos da alienação parental

Enviada em 24/11/2020

Conforme a Constituição de 1988, toda criança e adolescente têm direitos, como: dignidade, respeito, boa convivência familiar e comunitária, sendo dever do Estado e da família cumprir com isso. Entretanto, muitas vezes, essas concessões não são atendidas, pelo fato dos pais colocarem o filho contra um dos genitores. Logo, essa situação causa dificuldades de contado parental e problemas psicológicos nos descendentes.

De início, é importante ressaltar que separação não é um problema, só torna-se um quando os ex-cônjuges induzem isso acontecer, como ocorre na alienação parental. Segundo Benjamin Franklin, filósofo, paz e harmonia são as verdadeiras riquezas de uma família. Dessa forma, ao haver uma interferência na relação de um dos genitores com o filho, existe também uma barreira no convívio familiar, em razão da criança ou adolescente não saber qual dos adultos está correto, o que faz eles serem arrogantes, sentirem medo e não quererem ver o outro progenitor. Assim, toda uma manipulação psicológica resulta em uma péssima relação familiar, não possuindo as virtudes de uma família.

Ademais, a situação de colocar um filho contra um dos genitores faz com que o indivíduo desenvolva distúrbios psicológicos. De acordo com o estudo da Faculdade de São José do Rio Preto, cerca de 10% das crianças brasileiras possuem problemas mentais. Desse modo, muitos dilemas podem ser causados pela alienação parental, visto que os descendentes não conseguem assimilar tudo o que passam. Então, esses indivíduos têm uma possibilidade maior de desenvolverem ansiedade e depressão, porque possuem muitos pensamentos mal resolvidos. .

Portanto, para que haja uma diminuição desse problema que gera outros, cabe ao Poder Legislativo intensificar a Lei 12 318, que é contra a alienação parental, por meio do aumento das multas e punições para as pessoas que violam a legislação, para assim os ex-cônjuges pensem antes de tomarem qualquer atitude que prejudique os próprios filhos. Outra maneira é o Ministério da Saúde fazer um programa para as crianças e adolescentes de pais separados, por via do Sistema Único de Saúde, com contratações de psicólogos, para fazerem tratamentos direcionados com os indivíduos, para que não desenvolvam nenhum problema psicológico e os que já possuem esses dilemas possam vencer.