Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/11/2020

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de famílias, a alienação parental funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse primas, fatores como a falta de corretos auxílios e os crescentes divórcios impedem a limpeza completa do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, os divórcios entre casais têm aumentado no mundo e isso mostra-se como um dos desafios para a resolução do problema. Dessa forma, homens e mulheres se desentendem por vários motivos – opiniões contrárias, traições, falta de desejo - e acabam separando-se, como visto nos dados do jornal O Tempo em que ocorrem 91 separações diárias no estado de Minas Gerais, por exemplo; já os filhos precisam conviver com a ideia de que não terão mais os pais juntos na mesma casa. Essa situação é cotidiana e promove muitos efeitos negativos para a saúde mental das crianças, visto que são cobrados pelos responsáveis a escolher qual adulto – mão ou pai – preferem mais, resultando na chamada alienação parental que gera estresses e ansiedades, culminando em problemas de convívios sociais, principalmente, na fase da adolescência quando estão sofrendo mudanças hormonais intensas. Com isso, mudar a forma como os mais velhos tratam os mais jovens referente à problemas de relação conjugal é primordial para evitar que os cidadãos mirins não desenvolvam traumas sociais pelas confusões dentro de casa (contato inicial do construção da identidade social).

Em segunda análise, a falta de corretos auxílios de profissionais dos tratamentos psíquicos apresenta-se como outro fator que culmina na alienação parental. Desse modo, o governo não disponibiliza, muitas vezes, psicólogos com atendimento gratuito para casais com divergências relacionais ou, até mesmo, meios de as pessoas saberem que esses especialistas existem. Segundo, Robert Cialdini, autor de “armas da persuasão”, os indivíduos são condicionados pelas relações com o ambiente e outros seres ao seu redor, evidenciando que as pessoas não buscam ajuda e acabam discutindo em casa, assim como se divorciando, trazendo influências negativas para os filhos que, muitas vezes, tornam-se agressivos ou não querem mais formar uma família, tudo em condição da ação negligente dos pais. Por isso, trazer atendimento especializado é essencial para melhorar a vida social.

Portanto, medidas são necessárias para diminuir a alienação parental. Por conseguinte, cabe à Escola promover palestras sobre como os cuidados em casa são importantes para atuação das crianças no corpo social, ministradas por psicólogos, nos próprios ginásios das instituições de ensino, com o “slogan”: “seja influente e não negligente”. Esse projeto pode ser feito por meio de um diálogo entre o público presente e os pais presentes, de modo que seja explicado que brigas, discussões e outras situações conjugais prejudicam a construção da identidade social dos filhos, assim como promover soluções – conversar quando a criação está longe, por exemplo – para o fato, resultando na plantação de sementes de ideias que germinarão em teorias de educação social.