Os perigos da alienação parental
Enviada em 26/11/2020
Desde sempre, é aprendido que o perigo está fora de casa. Porém, esse alerta não é verídico. Dentro de casa – algumas vezes – pode ocorrer um tipo de alienação parental, onde a criança sofre abusos mentais e até mesmo físicos. ‘’As crianças são a parte mais frágil de qualquer relação. Manipular sentimentos e comportamentos dessa maneira tem consequências para o resto da vida”, afirma a psicanalista Cristiane M. Maluf Martin.
Durante algumas separações, os pais acabam descontando a raiva nos filhos ou criando mentiras sobre o seu antigo companheiro, para que a criança tenha um ‘’preferido’’. A tortura psicológica começa: ‘’Você não ama a mamãe ?’’ ou ‘’Você quer que o papai sofra ?’’, essas falas começam a manipular a criança que, inocentemente, acaba seguindo as ‘’instruções’’ do responsável. Quanto mais nova a criança, mais fácil será para alienar a própria.
As consequências em relação a esse abuso parental são tremendas, desde o uso de drogas até a depressão. Ao chegar na adolescência, os jovens buscam caminhos para suprir a dor de ser o ‘’culpado’’ pelo atrito dos pais. E acabam tendo dificuldades para se relacionar com outras pessoas, podendo até viver em relacionamentos abusivos (repetindo a mesma historia de seus pais). A ansiedade, o medo, a insegurança e até transtornos psicológicos são algumas consequências. Com isso, o indivíduo que sofre com traumas costuma ter dificuldades para conviver em sociedade, se relacionar, apresentam baixa autoestima e agressividade.
Portanto, se o ato de alienação parental estiver ocorrendo, é necessário que o responsável busque o Conselho Tutelar para buscar orientação e se necessário, é possível a inversão da guarda ou declaração da suspensão da autoridade do alienador. O governo deve fazer seu papel com programas educativos nas escolas, que ensinem a criança a identificar comportamento abusivos e denunciar os mesmos. Além disso, o governo – junto com o Conselho Tutelar – deve criar e fiscalizar as leis que protegem as crianças alienadas, buscando formas multar, distanciar o alienador da vítima. Fazendo com que as crianças e responsáveis se sintam mais seguros.