Os perigos da alienação parental

Enviada em 29/11/2020

A alienação parental envolve comportamentos que um pai faz para prejudicar o relacionamento entre uma criança e o outro genitor, dentre esses comportamentos podem-se encontrar vários hábitos comuns como, por exemplo, falar mal do outro pai na frente da criança que inconscientemente acaba criando uma barreira entre os dois, fazer o filho acreditar em coisas inverídicas sobre o outro pai ou impedir que o pai passe tempo com o filho. Tais atos costumam ocorrer quando o relacionamento do casal termina e podem ser particularmente graves se, após a separação, um dos pais ou ambos não souberem separar os conflitos entre os dois da criação da criança, mas também é bastante comum de se encontrar a alienação quando os pais ainda estão juntos.

Esse tópico constantemente costuma ser confundido com o estranhamento na relação da família, mas não são a mesma coisa. Uma separação pode ocorrer por vários motivos e como resultado, a criança pode não querer ter muito contato com o pai distante. Nesses casos, a criança expressará estranhamento em relação ao pai afastado, já na alienação parental, por outro lado, é quando as ações de um dos pais prejudicam intencionalmente o relacionamento que o filho tem com o outro pai. Essa diferença é um dos motivos pelos quais o esclarecimento no DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição) “criança afetada por sofrimento no relacionamento parental” do DSM (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) é importante. Os médicos precisam ser bem treinados para conseguirem identificar quando há alienação parental, ou quando ambos os comportamentos ocorrem.

Muito do que se sabe sobre os efeitos da alienação parental nos filhos se baseia em pequenos estudos clínicos ou jurídicos. Ainda não foi realizado um estudo em grande escala sobre o assunto, muito menos como os resultados mudam com o tempo. A pesquisa limitada que já foi publicada sugere que crianças e pais alienados sofrem muitos resultados negativos. Isso pode incluir distúrbios psicológicos como ansiedade, depressão, abuso de substâncias, contemplação ou tentativa de suicídio além do declínio no desempenho escolar das crianças e na produtividade do trabalho dos pais.

Portanto, a chave para combater a alienação parental seria a implantação de vários métodos que envolvem mudanças fundamentais como, por exemplo, o reconhecimento profissional da alienação parental como uma forma grave de abuso infantil e a correspondente intervenção das autoridades de proteção à criança; fornecimento de programas e serviços de tratamento eficazes por provedores de serviços treinados, incluindo serviços de reunificação e programas de prevenção; e consequências legais para os pais que retêm os filhos do outro progenitor.