Os perigos da alienação parental
Enviada em 29/11/2020
De acordo com o filósofo francês Sartre, cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. Contudo, a questão da alienação parental no Brasil evidencia a irresponsabilidade de alguns, já que o percentual de divórcios praticamente triplicou em apenas dez anos - segundo o IBGE - e os mais afetados são os filhos dos ex-cônjuges, que ficam no meio deste entrave emocional. Nesse contexto, o alienamento parental é um desafio no Brasil e persiste não apenas pela insuficiência legislativa, como também pela falta de estrutura familiar.
Um dos empecilhos para a solução é a passividade da legislação sobre o assunto. Segundo John Locke, as leis foram elevada para os homens, e não para as leis, ou seja, ao ser criada uma lei é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, tais regulamentações não tem sido suficiente para a resolução do problema. Visto que, em 80% dos casos os filhos são alvos desse tipo de violência psicológica, conclui-se que os mesmos não escolhidos respaldo político necessário para serem protegidos dos próprios pais.
Outrossim, a desestruturação do ambiente familiar gera graves consequências para os filhos. Consoante o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Seguindo este pensamento, como os filhos são influenciados principalmente pelos pais, e estes cometem agressões psicológicas regulares com a Síndrome de Alienação Parental, a criança ou adolescente sofrerá interferências na formação psicológica, que podem acarretar em constantes crises de raiva, bloqueamento de relações pessoais com os pais e até mesmo desencadear o uso excessivo de drogas e álcool. Portanto, torna-se evidente que os pais precisam ter como prioridade o bem estar dos filhos, fato que não está sendo observado na questão.
Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema da alienação parental. O Ministério da Família, deve contratar profissionais especializados como psicólogos, para conscientizar os pais sobre os riscos que os filhos enfrentam caso ocorra esse episódio, acompanhando o processo de separação litigiosa, e fazer campanhas nas redes sociais para alcançar os pais que se separam de forma amigável (que não procuram a justiça), para que os filhos não tenham uma saúde mental afetada com a separação dos pais, evitando como consequências já citadas, além de outras como a depressão.