Os perigos da alienação parental
Enviada em 30/11/2020
Uma separação não é algo de certa forma fácil de lidar, ambos os lados, dos filhos e do casal encontram dificuldades em suas relações afetivas na família. Com isso, a separação não separa apenas a família, mas separa a criança do amor de seus pais, cada parental deseja ficar com a criança, entretanto, o que se usa para atrair a criança para o lado de alguém certamente não é o amor de seus pais, mas uma manipulação para que a criança se confunda em seus sentimentos sobre a família.
A Síndrome de Alienação Parental, descrita pela psicóloga Rosa Schneider, descreve que um possível comportamento dos pais é tentar convencer a criança de não gostar do outro lado, promovendo distanciamento entre a criança e o outro pai, além de o adulto não ter noção do mal que está causando à criança, estando apenas extravasando sua frustação amorosa. A partir do momento que a manipulação começa a ser mais intensa, a criança reage de diversas formas, dentre elas, diminuição de autoestima e agressividade. As crianças entre 4 e 5 anos de idade estão no ponto que é consideravelmente mais influenciável nas manipulações da alienação parental, pois “a criança tem a necessidade de se apoiar em figuras afetivas”, diz Rosa.
Esse comportamento dos pais pode fazer com que a criança confunda suas emoções em relação a um de seus pais, pela criança não ter entendimento concreto do assunto, ela acredita nas palavras de um pai, crescendo com essas emoções manipuladas. Conforme crescem percebem a manipulação criada e podem desenvolver problemas psicológicos graves. A alienação parental causa sérios danos à saúde psicológica da criança, levando a desenvolver distúrbios mentais, como depressão, ansiedade, insegurança, baixa auto estima, entre muitos outros, a partir disso, podemos caracterizar a alienação parental como um certo abuso psicológico.
Diante da gravidade da situação, pode-se necessitar medidas para obter controle da situação. Quando o pai ou mãe percebe que a criança está sendo vítima de alienação parental, deve recorrer à justiça para reverter a situação. a Justiça deve decidir através de provas que a alienação está ocorrendo, feito isso ela deve determinar a gravidade da alienação e julgar com base na gravidade, a punição do adulto na situação. Uma solução seria o acompanhamento psicológico de crianças e adolescentes de 4 a 18 anos que possuem pais separados ou estão em fase de divórcio. Realizar o acompanhamento pode identificar a alienação parental, com isso pode-se melhorar a condição psicológica da criança ou adolescente.