Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/11/2020

Zygmunt Bauman, sociólogo, em uma de suas obras chamada “cegueira mortal” evidência uma grande ausência de sensibilidade na sociedade em meio às dores do indivíduo, somado a isso, a ausência da empatia em um mundo imerso no individualismo tem se tornado cada vez pior dentro da sociedade atual.

Dessa forma, visualizar a problemática da alienação parental, torna evidente que a indiferença mostrada por Bauman é de extrema influência nos problemas do século XXI. Esse cenário é consequência tanto da falta de políticas públicas funcionais, quanto da falta do “senso parental”. Contudo, torna-se fundamental a discussão desses pontos, com o intuito de que faça-se presente o sentido da palavra comunidade ainda na atualidade.

Entretanto, é de suma importância pontuar que a alienação parental vem da falta de atuação dos setores governamentais, no que consiste à criação de mecanismos que resultam nas demais recorrências. O pensador Thomas Hobbes, diz que, o estado é o responsável por garantir o bem-estar dos indivíduos em questão. Porém, isso não acontece no Brasil, por causa falta das ações de autoridades, no acompanhamento psicológico de famílias que passam por divórcios. Como consequência disso, a maioria das famílias, usam as crianças como escudos em relacionamentos que possuem términos conturbados, o que consiste no surgimento de problemas psíquicos graves na criança, como por exemplo, a depressão por se “autoculpar” ou a aversão por um dos pis. Desse modo, faz-se necessário a reformulação da postura do Estado de urgente maneira.       Ademais, é importante ressaltar a falta de sensibilidade dos responsáveis como causador do problema. Em decorrência desse problema, não exiate um apoio parental ao filho que se vê sozinho e culpado entre uma separação De acordo com uma pesquisa do portal de notícias G1, 72% dos divórcios que envolvem crianças acabam terminando com a manipulação da criança por um lado. Devido a isso, essa atitude contribui para esse quadro terrível.

Fica claro portanto, que é possível defender que medidas econômicas e sociais possuem desafios a cumprir. É importante, que o Ministério da Família possibilite a criação de leis, a serem aprovadas pelo Senado, que obriguem os pais que estejam em processo de separação, a participarem de um acompanhamento psicológico, através de consultas semestrais, para que possam orientar e acompanhar todo o processo em questão. Essas consultas poderão ter a participação dos filhos, para que se tenha uma maior eficácia na orientação. Desse modo, tentar diminuir o impacto da alienação parental e fazer com que a coletividade sobreponha a “Cegueira moral” citada por Bauman.