Os perigos da alienação parental
Enviada em 30/11/2020
A alienação parental é a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente acionada ou induzida por um de seus genitores, pelos avós ou por quem tem a guarda do mesmo que repunge o genitor ou cause prejuízo ao estabelecimento ou a manutenção de vínculos com este.
Alguns pesquisadores e clínicos psiquiátricos como Rosa Schneider diz que" É difícil, para um ser ainda tão inexperiente, perceber que mentiras estão sendo colocadas em jogo. Como pode o pai ou a mãe que é tão amoroso com ela ser o monstro ou a monstra que está sendo pintado? Além disso, a criança tem tanto o pai quanto a mãe como referências. É complicado quebrar uma referência por causa do que a outra diz sem que haja alguma sequela psicológica." E então começam a aparecer os sintomas da Síndrome da Alienação Parental. “Cai a autoestima, aumenta a agressividade ou a tristeza. O rendimento escolar também fica comprometido e a criança pode até entrar em depressão, desenvolver ansiedade e síndrome do pânico”, lista Cristiane. “Tudo por ela não saber como agir diante da tortura psicológica que está sofrendo.”
Dados relatam que foram 1.042 casos em 2017, contra 564 em 2016, somando todas as comarcas do Estado. Em Belo Horizonte, o índice também saltou de 110 para 222. Isso levando-se em conta só os processos que foram motivados pela alienação parental e cadastrados com esse título. Mas a prática é muito julgada também dentro de ações de divórcio e pensão alimentícia, segundo o TJMG.
Visando eliminar e combater tal síndrome, quanto o genitor quanto a vítima devem fazer um tratamento psicológico, tendo em vista evitar que a alienação continue e possibilitar a reconstrução do relacionamento uma vez que foi afetado.