Os perigos da alienação parental
Enviada em 30/11/2020
Na obra “Utopia” de Thomas More, existe um corpo social perfeito em todas as classes sociais, com a ausência de conflitos e problemáticas. Fora da literatura, no Brasil atual, é presente uma situação oposta à situação proposta por Thomas. Esse cenário é fruto da base educacional falha e da má instrução dos pais, no qual simplesmente não são ensinados sobre como educar um filho. Nesse sentido, é necessário uma discussão sobre os perigos da alienação parental.
De acordo com o artigo 24 da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (2000), “todas as crianças têm o direito de manter regularmente relações pessoais e contatos diretos com ambos os progenitores, exceto se isso for contrário aos interesses das crianças”. A ciência psicológica demonstra que existe uma clara vantagem de um exercício conjunto da parentalidade que promova o vínculo afetivo com ambos os progenitores, permitindo o aumento da rede de suporte emocional e social da criança.
No Brasil, em cerca de 90% dos divórcios, a guarda das crianças e dos adolescentes fica com a mãe. Ocorre que, durante o encontro com os filhos, com base no chamado “direito de visitação”, muitas vezes, o pai faz duras críticas ao comportamento da mãe. E, no meio da semana, a mãe, por sua vez, promove uma cruzada difamatória contra o pai. Isso acaba acarretando problemas de relacionamento social e de aproveitamento escolar na criança.
Diante dos fatos, o Estado, em parceria com o Ministério da Cultura(MINC), utilizando-se de verbas governamentais, deve investir em auxílios sociais direcionados a cidadãos jovens que vão ser pais, com o intuito de fornecer toda a instrução necessária sobre como educar corretamente uma criança. Somente assim, a alienação parental não será mais um problema na sociedade brasileira.