Os perigos da alienação parental
Enviada em 30/11/2020
Não é muito incomum encontrar casais que não conseguem chegar em consensos ou que discutem muito acerca de questões relacionadas aos seus filhos. Uma relação ruim entre os pais, tumultos, brigas e discussões a respeito da guarda trazem inúmeras sequelas para a criança, que necessita de uma boa convivência com seus progenitores. Uma dessas problemáticas é a alienação parental, quando o filho é manipulado a repudiar o outro responsável e ficar com sua preferência. Afim de garantir o bem estar da criança e evitar danos ao seu psicológico, é preciso ter essa questão discutida.
Durante vários anos tais conflitos foram vistos e tratados como algo natural e inerente a todo rompimento. Assume-se que o que pode explicar essa situação é a banalização da separação, isso não significa que o divórcio deva ser proibido, mas sim que a falta de responsabilidade que muitos casais têm em administrar sua família nessa situação precisa ser criticada, especialmente quando isso implica na segurança de seus filhos. Um rompimento na estrutura familiar é inevitável em alguns casos e não há nada condenável nisso, o problema acontece quando os responsáveis agem imprudentemente, visando sua própria ambição, pouco se importando com o que é melhor para a criança e sim, com o que irá o favorecer, isso é nocivo não só à criança mas também aos pais.
Em tempos modernos, distúrbios como depressão, síndromes de pânico e crises de ansiedade têm sido cada vez mais comuns entre os jovens, e isso se agrava mais ainda quando a criança tem problemas em casa, podendo se tornar ainda mais nocivo. É necessário que a criança tenha o apoio dos pais, afinal, um divórcio pode ser tão ou até mais traumático para o filho, o ideal é que o canal de comunicação entre pais e filhos esteja sempre aberto, porém, o que acontece em muitos lares é um descuido, uma negligência, que acaba afetando o jovem que adota um sentimento de confusão e culpa, a experiência pode acompanha-lo para o resto da vida, interferindo na forma como se relaciona com outras pessoas, levando-o a ter problemas de confiança e adquirindo uma visão maniqueísta da vida.
Diante dos fatos expostos, medidas devem ser tomadas afim de extinguir os danos dessa manipulação na vida da criança. Essa mudança deve partir do conselho tutelar e das escolas que devem se preocupar em alertar o jovem a respeito dessa situação, por meio de palestras e orientações, fazendo o mesmo se sentir mais confortável em compartilhar sua experiência e buscar a melhor ajuda para o que está passando. Também é imprescindível que os país recebam as orientações adequadas a respeito das providências que devem ser tomadas, visando o bem-estar do filho, isso pode ser realizado, também, por parte da escola que deve se reunir com os responsáveis e a criança, e juntos adotarem a decisão mais madura para um rompimento saudável e respeitoso.