Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/11/2020

A constituição federal de 1988 assegura que é dever da família e da sociedade, proteger a criança e o adolescente, dando absoluta prioridade ao apoio familiar. Entretanto, no Brasil, a alienação parental e as consequências do abandono afetivo representa um desafio que precisa ser melhor organizado. Nesse sentido, é importante destacar as principais problemáticas frente à sociedade, seja pela atitude egocêntrica de alguns pais, seja pelo descaso por parte do Governo o problema permanece atingindo silenciosamente toda sociedade exigindo melhoria urgente.

Deve-se pontuar de início, que a postura do gestor responsável pela guarda do filho relacionada a deterioração da imagem do ex-marido ou ex-esposa, afeta diretamente a saúde mental do jovem. De acordo com jurista Orlando Gomes, mestrando em letra jurídica na Bahia, é obrigação dos pais tentar manter um bom relacionamento em prol do interesse de criar os filhos, mesmo em lares separados, estabelecer uma boa convivência e não gerar empecilhos que atrapalhem o relacionamento de pais e filhos é fundamental. Dessa forma, os efeitos dessa problemática são preocupantes, pois prejudicam o desenvolvimento e a plena função da saúde mental dos menores.

Outrossim, a falta de estímulo governamental para o não cumprimento com o papel dos pais de formar cidadãos providos de discernimento, conhecimentos e valores, corrobora para a criança adquirir transtornos mentais, tais como a a depressão, a ansiedade ou a dificuldade de concentração. Segundo o filósofo e historiador Maquiavel, os conflitos da contemporaneidade são definidos ao afirmar que “não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança”, tal pensamento permite a reflexão de que mudar sua perspectiva em relação ao ex companheiro, pode não ser fácil, mas se faz necessário na vida das crianças e dos jovens. Diante desse contexto, é crucial que a família seja mais prudente ao estabelecer acordos referentes a educação dos filhos, ou seja, sem causar danos emocionais na vida de seus descendentes.

Portanto, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem medidas práticas, é necessário uma ação mais organizada do Estado. Nesse viés, cabe ao Governo Federal e às ONGs criar projetos educativos em lugares públicos acompanhados do Conselho Tutelar, por meio de indicações a participação da sociedade em projetos sociais educativos,mostrando os danos e consequências que alienação afetiva provoca nos menores, a fim de alertar os pais o quão importante é participar ativamente processo de formação dos jovens com guarda compartilhada, mostrando os deveres e as responsabilidades de cada figura representativa na educação dos filhos. Somente então, notar-se-à melhores condições de se criar um ambiente saudável para toda a população.