Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/11/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com uma alienação por parte da família torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de finalidade, seja pela privação do convívio com seus pais, a criança vem sofrendo com a perda de figuras maternas e paternas, o que impacta fisicamente e psicologicamente nas crianças, por isso, exige-se uma reflexão urgente.

A princípio, um dos principais perigos da temática se deve ao fato da falta de uma punição específica para esse tipo de prática no Brasil. A respeito disso, embora a Constituição Brasileira de 1988 assegure a proteção à infância e à adolescência, ainda não há leis que condenem os casos de alienação parental. Isso faz com que esse tipo de conduta se torne recorrente em vários lares. Essa situação para o psiquiatra Augusto Cury pode gerar instabilidade no desenvolvimento pessoal e não convívio social da criança, uma vez que o atrito parental contribui para o isolamento do indivíduo, o que configura um sério perigo à sua vivência.

Ademais, vale destacar os impactos à saúde mental e física do menor. Sob esse viés, é necessário pontuar que a manipulação da criança contra a relação com um dos responsáveis ​​pode acarretar problemas como depressão, ansiedade, dificuldade de aprendizagem, medo e agressividade, segundo publicação de uma matéria do site G1. Desse modo, é possível identificar uma gravidade dessa problemática que exige medidas legislativas de intervenção para diminuir sua incidência no país.