Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/11/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, apesar da sociedade brasileira e teceu críticas ao comportamento egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão do o dilema da alienação parental, contexto, torna-se evidente como causas a a crise ética da instituição familiar  bem como a dominação coercitiva de membros indefesos que corroboram a urgência de medidas interventoras no contexto brasileiro atual.

Em primeiro lugar é de suma importância a analise da filosofia neste contexto. Nesse viés, segundo os imperativos do filósofo racionalista Immanuel Kant, preconiza que o indivíduo deve agir apenas segundo um máximo que gostaria de ver transformada em lei universal, no entanto, no que tange à questão da alienação parental  há uma lacuna ética da instituição familiar. Visto que, a detração e o discurso de ódio gerados por esta alienação geram distúrbios e efeitos psicológicos na formação de jovens que, nessa perspectiva, crescerão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal.

Como segunda constatação, observa-se que preocupações associadas a dominação da família e seus efeitos sobre as crianças e os adolescentes  não apenas existem como devem ser tratadas com mais atenção. Por conta disso, é preciso buscar as causas dessa questão, entre as quais, emergem como a mais recorrente a dominação do discurso sutil e discriminatório parental. Esses fatores contribuem para que o medo constante que afete o desenvolvimento lúdico dos cidadãos indefesos, criando uma tendência no desenvolvimento de casos clínicos de depressão, doença que será até 2030 a mais comum do mundo, de acordo com a OMS Organização Mundial da Saúde.

Fica evidente, portanto que a alienação parental é a percussora que incentiva e desencadeia uma parte generosa de doenças mentais no Brasil. Nesse contexto, o Estado, deve melhorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação, de modo que haja uma parceria com as escolas e de mais sistemas de ensino para apurar denúncias de forma mais abrangente, a fim de restaurar a integridade e e saúde mental juvenil. É também dever da prefeitura criar palestras públicas para ensinar e auxiliar de forma correta as crianças e adolescentes a como se deve agir diante de tal situação. Só assim observa-se-ia uma sociedade que busque o bem familiar de forma saudável e segura.