Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/11/2020

No filme “O armário de Jack”, temos um solitário menino de seis anos que começa a sofrer com a separação de seus pais e as constantes brigas entre eles, sua mãe lentamente faz com que o menino perca o seu amor pelo pai e venha a ter pesadelos. O filme busca retratar o que a alienação parental pode fazer com a saúde mental das crianças envolvidas. Com isso, é de grande importância se discutir o contexto da alienação e as consequências deste quadro.

Como mostra no filme, na maioria das vezes, quem manipula psicologicamente estas crianças não tem noção do que fez, e, também, não tem noção do mal que causou, eles acham que estão avisando as verdades sobre o pai ou a mãe, mas somente estão usando as crianças para extravasar o seu fracasso amoroso. Além dessa situação criar empecilhos para o convívio familiar, confunde a criança ao induzi-la a odiar um de seus pais por uma justificativa totalmente pessoal. Pela criança ainda não ter uma noção concreta, ela acredita facilmente no que os pais a dizem e quando crescem e percebem que foram enganadas pela pessoa que eles mais confiavam, podem desenvolver problemas como insegurança ou isolamento.

De acordo com a advogada Edwirges Rodrigues, a lei 13.431/2017, em vigor desde abril deste ano, considera os atos de alienação parental como violência psicológica e assegura ao genitor alienado o direito de pleitear medidas protetivas contra o autor da violência. A alienação parental causa sérios riscos para a saúde psíquica e emocional do alienado, podendo levar ao desenvolvimento de distúrbios mentais, como a depressão, a ansiedade, os transtornos de identidade, insegurança, baixa auto estima, tendência suicidas, entre muitos outros. Por isso, podemos caracterizá-la como uma forma de abuso psicológico.

Podemos concluir que pela gravidade da problemática, é necessáro fazer medidas para diminuir esta situação. É necessário que o Ministério da Cidadania, em conjunto ao Governo, formule um projeto de lei que vise a obrigatoriedade de acompanhamento psicológico para todas as crianças e adolescentes de 6 a 18 anos que tenham pais separados ou no processo de divórcio. Além de fazer audiências publicas para que haja uma discussão, assim a população também vai ter voz em relação desse assunto. Com isso será mais fácil identificar se está ocorrendo a alienação parental.