Os perigos da alienação parental
Enviada em 28/11/2020
Hodiernamente, casos de alienação parental são muito comuns, derivados ou não de uma separação ou guarda compartilhada, ocorrem quando um progenitor incentiva até mesmo convence o filho a odiar o outro genitor.
Inicialmente, um dos principais perigos deste tópico são os problemas psicológicos, segundo o IBGE, cerca de 20 milhões de crianças são vitimas da alienação parental. Crianças e adolescentes que sofrem com essa temática apresentam quadros depressivos, sentimento de insegurança e culpa, baixa autoestima, atitudes antissociais e outros problemas socioemocionais ocasionados pela manipulação e pressão de um dos pais para quebrar o vínculo com outro genitor. Nessa circunstância, os que mais sofrem são os descendentes, que crescem num ambiente desgastante e sendo usados para vingança. Com esses fatos é possível medir a gravidade da situação no Brasil e exige medidas mais eficazes para diminuir o indício no país.
Outrossim, a alienação parental também prejudica o comportamento da vítima. Conforme o Instituto Brasileiro de Direito da Família, 72% dos adolescentes, que em sua maioria vivem em lares de pais separados, cometem crimes graves e homicídios, a pesquisa também indica que crianças de seis à doze anos criadas sem a presença de um dos progenitores, têm duas vezes mais probabilidade de baixo rendimento escolar e quadros de rebeldia. Os dados apenas reafirmam o perigo dessa questão.
Por conseguinte, é necessário que o Conselho Tutelar juntamente com o Governo Federal elaborem leis mais específicas com medidas mais eficientes, disponibilizar acompanhamento psicológico para a vítima além de ajuda financeira caso a vítima dependa financeiramente do abusador. Para mais, é necessário que as escolas orientem pais e alunos sobre o tema e ofereçam ajuda ao filho quando passar por alguma dificuldade e alertar os responsáveis sobre a saúde mental das crianças para que a situação não aconteça, e com essas precauções, fazer com que o índice diminua.