Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/12/2020

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é o conjunto de normas brasileiras que defendem a proteção das crianças e adolescentes,assegurando a esses indivíduos os direitos à educação, alimentação, saúde, etc. Porém, o Brasil atual tem apresentado inúmeros casos de alienação parental, já que durante a pandemia o número de divórcios tem aumentado, o que consequentemente colabora para o surgimento de casos de alienação e que acabam colocando à saúde mental desses indivíduos em risco.

Em primeira análise, é importante destacar os dados apresentados pelo site “Agência Brasil” que revelam que os cartórios brasileiros registraram aumento de 18,7% na taxa de divórcios durante a pandemia. De acordo com os dados apresentados, é possível afirmar que com o aumento de separações, o número de casos de alienaçao parental também tem crescido, já que em muitos casos de separação é comúm que um dos genitores transforme o ex-cônjuge em um “vilão”, trazendo como consequências problemas à saúde mental dos filhos.

Além disso, também é importante pontuar que o conceito de alienação parental surgiu apenas no ano de 1980 pelo psiquiatra Richard Gardner, o que retardou os estudos para possíveis soluções de um problema considerado antigo na sociedade. Ademais, a falta de conscientização acerca dos problemas causadas a psique das crianças, como o recuso da parte do indivíduo a manter um contato com o outro genitor, sentimentos negativos e não verdadeiros, podem ser traumas que irão ser refletidos até na vida adulta.

Diante dos fatos mencionados,  é mister que o Estado trabalhe em conjunto com o Ministério da Saúde e Educação, para conscientizar a população sobre os riscos da alienação parental. Para que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Saúde atue com o Ministério da Educação na realização de palestras no âmbito escolar alertando estudantes e pais acerca dos malefícios desse problema. Espera-se com isso, diminuir a alienação parental e os perigos que ela traz à saúde da criança e do adolescente, assegurando os direitos previstos pelo ECA.