Os perigos da alienação parental

Enviada em 10/12/2020

O documentário brasileiro “A morte inventada”, de 2009, retrata os danos que um divórcio hostil pode causar aos pais e aos filhos. Esse contexto não se restringe ao passado, visto que a alienação parental, presente na sociedade hodierna, pode causar sérios prejuízos ao ser humano. Diante disso, é necessário avaliar a irresponsabilidade familiar e o individualismo como entraves para a diminuição dessa problemática.

Em primeira análise, observa-se que a imprudência dos familiares pode gerar graves consequências à vida do indivíduo. Conforme o sociólogo Émile Durkheim, a família é uma instituição fulcral da sociedade. Isso é notado na influência que as brigas entre os pais, principalmente, exercem no comportamento dos filhos, uma vez que os responsáveis são a referência sobre o que é certo ou errado. Em decorrência disso, sem uma orientação adequada a criança tende a apresentar problemas de convívio social, como agressividade e timidez excessiva, o que na vida adulta pode prejudicar o desempenho no mercado de trabalho. Dessa forma, é necessário zelar pelo desenvolvimento infantil para garantir a qualidade de vida das futuras gerações.

Ademais, outro aspecto a ser considerado é que o egoísmo dos adultos possibilita transtornos mentais nos menores de idade. De acordo com o sociólogo Pierre Levy, a violência simbólica transcende parâmetros físicos, causando danos morais e psicológicos, manifestando-se de maneira indireta no cotidiano. Esse pensamento é percebido quando familiares manipulam o comportamento das crianças para agredir o outro, sem avaliar o possível sofrimento delas. No entanto, a principal vítima dessa hostilidade é o indivíduo em formação, uma vez que essa agressividade pode originar neles doenças, como ansiedade e depressão. Desse modo, é preciso evitar conflitos para garantir o bem-estar infantil.

Evidencia-se, portanto, que a negligência da família e o egocentrismo são desafios para a minimização da alienação parental. Por isso, cabe à mídia, por meio de canais abertos de televisão, promover ficções engajadas, como filmes e novelas, com a finalidade de alertar sobre os danos que os conflitos entre os pais podem causar na vida de crianças e adolescentes. Outrossim, é dever das escolas, por intermédio de profissionais qualificados, como psicólogos, realizar palestras para os responsáveis sobre os transtornos psicológicos causados por divergências familiares, com o fito de fomentar o zelo pela saúde infantil. Assim, é possível evitar situações prejudiciais, como mostrado no documentário.