Os perigos da alienação parental
Enviada em 14/12/2020
Com a formulação da Lei do Divórcio em 1977, a separação deixou de sofrer discriminação dentro da sociedade brasileira e passou a ser mais constante, entretanto, ela ocasiona diversos problemas aos filhos que passam por esta fase de ruptura conjugal. Entre as dificuldades, vale ressaltar a presença de alienação parental na vida dos pequenos, pois ela pode ocasionar uma desavença entre a relação de pai e filho, dessa forma este assunto é essencial a ser debatido.
Segundo o IBGE, no Brasil existem 618.363 crianças e adolescentes comuns pais são separados e dentro deste percentual, cerca de 80% das crianças já sofreram ou ainda sofrem desta violência. Dado que, alienação parental é qualquer tipo de manipulação psicológica de uma criança em mostrar medo, desrespeito ou hostilidade injustificada em relação ao pai ou a mãe. É inquestionável que a prática ocasionará consequências ao filho, pois este se encontra em fase de desenvolvimento pessoal, intelectual e social, assim, a presença deste crime na vida do indivíduo, influenciará diretamente no surgimento de problemas psicológicos, tais como depressão, ansiedade, medo e causará uma sanidade mental voltada ao apego emocional a um dos responsáveis. Hobbes, em sua obra ”Contrato Social”, destaca que é dever do Estado garantir o bem-estar social e a interferência estatal para tratar de problemas coletivos é inevitável. Com uma breve interligação com a questão discutida, é possível analisar que o Estado Brasileiro tem uma baixa influencia na ética e moral do cidadão, desta maneira então, é previsível que indivíduos vivam a partir de preceitos emocionais e que se privam de escolhas racionais.Diante disso, é fácil predizer que, praticantes desta violação utilizam crianças como instrumentos de descarga emocional, advinda de seus problemas provenientes do casamento, e consequentemente a criança se torna uma vítima, e, muitas vezes indefesa e incapaz de reconhecer o que está havendo.
Em vista que, se trata de uma questão social que altera a convivência familiar, é dever do Poder Legislativo elaborar leis que tornem obrigatório o direcionamento profissional de psicólogos aos pais que estão no processo de desunião matrimonial, assim sendo, é crucial que mais psicólogos atuem em âmbito judiciário, para que os responsáveis tenham o suporte necessário para lidar com a criança e terem consciência do crime. É essencial que uma criança passe por um acompanhamento psicológico durante um prazo mínimo de um ano, a fim de garantir que uma criança não desencadeie problemas mentais e não sofra algum crime, assim, cabe a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente garantir que haja profissionais suficientes dando proteção à criança.Por meio dessas medidas é possível que o cenário brasileiro mude, pois a sociedade se tornará mais consciente.