Os perigos da alienação parental
Enviada em 20/12/2020
O Mito da Caverna, alegoria escrita por Platão, explica a evolução do processo de conhecimento. Segundo o autor, os seres humanos estão habituados somente a ter uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão dos perigos da alienação parental, pode ser bem representada pelo mito, visto que esse é um problema que vive às sombras da sociedade. Ademais, em razão da falta de políticas públicas que alertem sobre os perigos, bem como a falta de consciência social.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a falta de políticas públicas eficazes que direcionem e alertem os pais durante o processo de divórcio sobre os perigos e consequências da alienação parental coopera para o impasse. Consoante a esse pensamento, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, em sua obra ‘‘Contrato Social’’, afirma que o Estado é responsável por viabilizar medidas que contribuam para o bem-estar da sociedade. Nesse contexto, a partir do momento que o este se isenta de cumprir o seu papel, assegurando que políticas de comunicação alertem os pais sobre as consequências negativas da alienação parental para o desenvolvimento emocional da criança, ocorre a quebra do contrato social. Desse modo, faz-se necessária a revisão da postura estatal com a sociedade.
Além disso, faz-se mister destacar que a falta de debates sobre os perigos da banalização do convívio da criança com os pais depois do divórcio coontribui para o aumento da desinformação. À luz disso, a escritora Monja Coen diz que ‘‘Quando uma criança é proibida de amar um dos seus pais, ela deixa de amar metade dela’’, ou seja, a partir do momento que ocorre a privação do convívio e a influência de uma das partes para a criança tomar um partido e se colocar contra a outra parte, fere diretamente o emocional da criança. Dessa forma, a sociedade é falha ao silenciar e banalizar debates que informem sobre as consequências emocionais e pessoais disso para as crianças, portanto, faz-se necessária a revisão do comportamento populacional.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os perigos da alienação parental, visto que é um problema de cunho político e social. Nesse viés, o Ministério dos Direitos Humanos, junto ao Estado, deve promover a criação de políticas públicas de viés informativo, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que precisam ser criadas propagandas informativas sobre os perigos da alienação parental para o desenvolvimento da criança. Com fito de desmistificar o tema e alertar os pais sobre quem é o príncipal prejudicado nesse processo de alienação, provendo a conscientização social.