Os perigos da alienação parental
Enviada em 04/01/2021
O filme ‘’História de um Casamento’’ trata-se da vida de um casal. Ao longo do filme, é mostrado que Nicole e Charlie vão se divorciar e preparam o filho para passar pelo processo. Embora tal narrativa seja ficcional, apresenta uma realidade que se destoa do Brasil, visto que são poucos casais que prezam pela saúde dos filhos durante a separação. Por sua vez, é possível destacar que a inadimplência familiar corrobora para alienação parental.
A primórdio, é importante ressaltar que há reincidência de alienação parental. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no ano de 2016 houve 564 casos, mas em 2017 chegou a 1042 processos por alienação. Nesse contexto, entende-se que muitos divórcios têm ocorrido e afetado crianças e adolescentes. Sob esse viés, é notório que os pais são negligentes ao tentarem botar seus filhos contra o outro. Sendo assim, é preciso que os tutores sejam mais responsáveis e cuidem das crianças.
Outrossim, convém mencionar que a imprudência dos tutores gera consequências. Conforme o conceito de violência simbólica, de Pierre Bordieu, ela geralmente ocorre com quem exerce poder e não necessariamente é física, pode atingir apenas psicologicamente, ou seja, os adultos realizam a violência simbólica com os jovens, fazendo chantagens emocionais, por exemplo. A partir disso, as vítimas podem desenvolver transtornos com essa manipulação, como ansiedade, depressão, dentre outros. Dessa forma, é necessário que o Governo interfira e proteja os menores com leis.
Portanto, é mister que o Poder Estatal tome providências capazes de atenuar alienação parental. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Justiça, em parceria com o Poder Executivo, tornar a lei da alienação parental mais rigorosa com pena e multa mais alta, por meio de projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, com o fito de alterar o paradigma social. Dessarte, espera-se, com essa medida, que o corpo cuide dos jovens como Nicole e Charlie.