Os perigos da alienação parental
Enviada em 04/01/2021
A Síndrome de Alienação Parental, teoria desenvolvida pelo psiquiatra estadunidense Richard Gardner, caracteriza-se por ser um distúrbio desenvolvido por crianças e adolescentes envolvidos em situações de disputa de guarda entre pais. Durante este processo, o menor é persuadido por um dos genitores para que acredite que o outro responsável é uma má influência. Desse modo, este tipo de comportamento é prejudicial e traz danos à formação desses indivíduos e à sua saúde psíquica.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a alienação parental afeta o desenvolvimento dos jovens. Sob esse aspecto, John Locke — expoente pensador do século XVII — idealizou o conceito de Tábula Rasa, segundo o qual o ser humano é como uma tela branca que é preenchida por experiências e influências. Nesse viés, a ideia apresentada por Locke demostra que a manipulação sofrida por esses menores é um problema grave, uma vez que a sua formação empírica é prejudicada e, consequentemente, a sua visão do mundo, limitada. Dessa maneira, enquanto a problemática não for resolvida, crianças e adolescentes não poderão visualizar o mundo de forma plena.
Ademais, é notório os danos psicológicos causados na menoridade devido a problemática abordada. Diante disso, o psiquiatra grego Peter Sfineas elaborou o termo Alexitimia, que consiste em uma desordem psicológica caracterizada pela dificuldade de expressar sentimentos por si e pelos outros. Sob essa visão, muitos jovens e crianças, por estarem inseridos na disputa de seus pais e serem alvos de manipulação, podem, com o tempo, desenvolver problemas psíquicos como a alexitimia. Assim, se a alienação parental se mantiver, a sociedade será obrigada a conviver com um dos mais graves problemas para os menores: os transtornos mentais.
Portanto, a alienação parental se mostra um comportamento prejudicial que necessita ser solucionado. Para tanto, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em conjunto com o Ministério da Educação, mediante palestras ministradas por especialistas em saúde mental, instruir as famílias sobre a alienação parental e seus danos aos menores, com o objetivo de prevenir os transtornos mentais na infância e na juventude. Dessa forma, assim como na teoria de Locke, crianças e adolescentes poderão preencher suas telas brancas com experiências e influências plenas.