Os perigos da alienação parental

Enviada em 06/01/2021

Em “Matilda”- produção cinematográfica norte-amaricana-, a protagonista é uma criança que cresceu em um lar desestruturado e em meio a pais indiferentes ao seu desenvolvimento. Fora da ficção, a alienação parental também é a firme representação da realidade das crianças brasileiras, haja vista que inúmeras famílias não cumprem o seu papel na educação dos filhos. Posto isso, para desconstruir os perigos da alienação parental é necessário valorizar a participação familiar em todas as esferas da vida da criança.

A princípio, é válido pontuar a importância da família para que o indivíduo seja capaz de viver em socieadade. A esse respeito, a Declaração Universal dos Direitos do Humanos -baseada nos ideais iluministas- entende que a família deve zelar pelo bem-estar da criança e assegurar condições de vida dignas durante todo o processo de desenvolvimento. Ocorre que, muitas famílias negligencia a infância, uma vez que não participam, de maneira ativa, da vida escolar e nem do cotiano de brincadeiras da criança. Sendo assim, adolescentes crescem desamparados, o que pode desencadear graves quadros de ansiedade, depressão e até mesmo suicídio. Dessarte, é incoerente que os genitores, embora responsáveis pelo bem-estar dos filhos, sejam justamente aqueles que os prejudicam.

Outrossim, é fulcral pontuar que o egoísmo dos pais afeta o crescimento saudável dos filhos. Sob essa ótica, a medicina psiquiátrica desenvolveu o conceito de “Cegueira emocional”, segundo o qual o relacionamento tóxico com os genitores pode provocar na criança a incapacidade de demontrar afeto. Nesse contexto, substancial parcela das famílias são imprudentes com os filhos, visto que não oferecem apoio emocional, bem como um ambiente de convivência saudável para o desenvolvimento infanto-juvenil. Desse modo, as crianças são abandondas às margens das mazelas sociais, o que faz crescer, em larga escala, a criminalidade nos centros urbanos. Logo, enquanto os pais submeterem os filhos à vulnerabilidade, os filhos buscarão alternativas ilícitas para preencher a ausência parental.

Portanto, é fundamental a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Nesse sentido, o Ministério da Educação, em consonância com todas as escolas nacionais, deve contribuir para combater o individualismo presente entre as famílias, por meio de projetos pedagógicos que evidenciem a importância da participação familiar para uma infância saudável. Essa iniciativa poderia se chamar “Lar em união” e teria a finalidade de orientar os responsáveis a garantir a saúde física e mental das crianças, de modo incentivar a afetividade entre pais e filhos. Por conseguinte, será possível erradicar os perigos da alienação parental e evitar que as crianças brasileira tenham uma infância semelhante a de Matilda.