Os perigos da alienação parental
Enviada em 11/01/2021
De acordo com o livro “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago, a irracionalidade pode levar ao caos e à degradação da convivência humana. Analogamente, não distante da narrativa, a alienação parental é perigosa, pois se apresenta como um fator que leva a sociedade ao cenário evidenciado pelo autor. Dessa forma, esse contexto existe, no Brasil, diante da lenta mentalidade familiar e da deficiência estatal. Em vista disso, tal problemática é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento. Nesse viés, a lenta mentalidade familiar é um fator que colabora com o problema. Nesse caso, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirma esse cenário ao analisar que cerca de 80% das crianças ouvem taxamentos de um genitor em relação ao outro. Sobre essa ótica, analisa-se que, quando isso acontece, fere-se a boa relação familiar, pois, pelo fato do pequeno não possuir total capacidade de discernimento, interioriza o que ouve, o que causa confusão mental que, mais tarde, gera um conjunto de sentimentos negativos contra o seu parente que foi taxado. Nesse sentido, fica claro que a maioria das famílias não são orientadas à racionalidade e, por isso, falham em seus papeis sociais. Logo, deve-se intervir urgentemente a fim de evitar a problemática e suas consequências.
Além disso, o Estado é deficiente por não efetivar, com plenitude, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Desse modo, isso se confirma ao revelar que o regime não assegura a convivência familiar saudável, uma vez que o G1 afirma que a alienação parental é crescente desde 2017. Nesse plano, as crianças e jovens ficam cada vez mais propensos à infelicidade diante da desarmonia de sua família, visto que a persusão genitora incita, uma sensação de estar perdida entre pessoas em que não pode confiar, pois são desqualificadas por outros parentes. Assim, torna-se importante ativar a aplicabilidade máxima da responsabilidade estatal no que tange a minimização da contrariedade. Portanto, é notório que é necessário formular medidas interventivas contra a alienação parental. Em suma, o Estado, mais especificamente o Estatuto da Criança e do Adolescente, deve ampliar o número de funcionários, incluindo psicólogos, por meio de concursos públicos, para cumprirem a aplicabilidade de suas normas, de forma que deverá ser realizado um maior acompanhamento, por parte de especialistas, das relações entre pais e filhos, com ênfase nos genitores separados. Em continuidade, isso será feito por meio de visitas para a aplicação de questionários que mapearão indícios de como as crianças são influenciadas por um parente em relação a outro, para que seja possível tomar medidas legislativas que devem variar entre orientação e punição. Sendo assim, por intermédio da efetivação do poder estatal, colaborar para o bem-estar social ao minimizar o cenário discutido por José Saramago.