Os perigos da alienação parental

Enviada em 12/01/2021

De acordo com a lei 13.341, promulgada em 2017, é considerado crime todos os atos de violência psicológica. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário quanto à questão da alienação parental. Sob esse viés, torna-se necessário ponderar acerca da falta de empatia por parte dos pais com seus filhos e os problemas que esse perigo pode causar na vida das crianças.

Diante desse cenário, é importante avaliar a ausência de compreensão dos pais com seus filhos em meio aos desafios da resolução do problema. Conforme o pensamento da filósofa Hannah Arendt, a falta de alteridade, isto é, a indiferença, vai contra à condição inerente do ser humano de se reconhecer e se importar com o outro. Nesse sentido, alguns genitores erram quando não pensam na saúde mental de seus descendentes e começam a falar mal do outro para o filho que resulta em uma alienação parental. Assim, consta-se que a falta de empatia dos pais é um dos contribuintes para o acontecimento desse perigo.

Além disso, cabe abordar sobre os empecilhos enfrentados pelas crianças que sofrem de alienação parental. Isso porque os filhos que convivem com a desestruturação familiar são mais propícios de passarem por problemas psicológicos, devido a falta de suporte e de maturidade pela idade. Esse contexto relaciona-se com a ideia do filósofo John Locke, em que os infantes são facilmente manipulados por não possuírem grande conhecimento e experiências. Consequentemente, essas  influências por parte de um dos ex-conjuguês, fazem as  crianças serem induzidas a odiarem um dos seus genitores, dificultando o relacionamento de pais e filhos.

Dessarte, fica clara a necessidade de combater com a alienação parental no Brasil. Portanto, a família, como um dos provedores de construções éticas, sociais e emocionais dos indivíduos, deve procurar ajuda da justiça para que não ocorra alienção parental com seus filhos, por meio da guarda compartilhada para que as crianças possam ter contato com seus genitores, em conjunto com os profissionais de saúde, como psicológos e psiquiátricas para acompanhamento na vida de seus filhos, a fim de promover a boa convivência entre o ex-casal, saúde e bem-estar para os descendentes. Dessa forma, será possível a construção de uma sociedade  harmônia e empática.