Os perigos da alienação parental

Enviada em 12/01/2021

A Terceira Revolução Industrial, a Revolução Técnico-Científica, iniciada no meado do século XX, inaugurou diversos avanços tecnológicos na informática e telecomunicação. Dessa maneira, um dos adventos da tecnologia foi a divulgação com maior amplitude de casos de alienação parental. Por causa das consequências que essas ações causam no indivíduo infantil, logo após, criou-se o Estatuto da Criança e do Adolescente, com o objetivo de proteger sua integridade. Entretanto, ainda há um número considerável de casos dessa problemática que surge devido ao egocentrismo dos pais e, consequentemente, causam problemas psicológicos nos filhos.

Em primeiro plano, é válido citar que por deixarem de pensar nas crianças, adultos, que antes constituíam uma família, negligenciam a responsabilidade que a criação infantil traz, focando somente no relacionamento conjugal. Sendo assim, os pais entram em uma guerra judicial para ter a guarda dos filhos, esquecendo os sentimentos deles. Entretanto, no que tange no âmbito da população de baixa renda, há casos de pais que abandonam seus filhos, por causa da falta de remuneração adequada. Dessa forma, a citação atribuída à Simone Beauvoir, “o mais escandaloso dos escândalos é se habituar a eles”, pode ser facilmente aplicada à alienação parental, já que mais escandaloso do que a recorrência da problemática é o fato da população estar habituada a essa relidade. Assim, é necessário focar na raiz do problema: a irresponsabilidade parental.

Por consequência, indivíduos que sofreram esses tipos de abusos, carregam consigo dificuldades de relacionar-se desde a infância, até a fase adulta. De acordo com Sigmund Freud, desenvolvedor da psicanálise, que promove o estudo das emoções e comportamento do ser humano, o indivíduo passa a relacionar com a sociedade de forma intensa e ter consciência de seus atos na fase intantil, ou seja, esse estágio é a extrema importância para o homem. Dessa forma, quando há acontecimentos de impacto para a criança, a sua evolução é afetada, sendo quase impossível, não carregar sequelas para a vida.

Portanto, é mister que haja investimento em políticas públicas de proteção à criança. Urge que o Ministério da Saúde, por meio de um projeto de lei, invista em psicólogos especializados na fase infantil para auxiliar as crianças que estão passando por situações semelhante, com o objetivo de amenizar o desenvolvimento de doenças mentais. Ademais, as sessões acontecerão na residência do auxiliado, sem a presença dos pais, para deixá-lo confortável. Destarte, não haverá mais casos de doenças psicológicas causadas em crianças por alienação parental.