Os perigos da alienação parental
Enviada em 13/01/2021
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA),criado em 1990, é papel dos pais proporcionar um ambiente que garanta a proteção e o bem-estar da criança.Entretanto,hoje,no Brasil,é perceptível que esse documento não atinge com totalidade seu objetivo, visto que a alienação parental gera muitos perigos aos pequenos, o que representa um grave problema social. Esse quadro nefasto, acarreta não só entraves no desenvolvimento estudantil,mas também problemas psicológicos.
De fato,a dificuldade no processo de aprendizado é um fator impulsionado pela alienação parental.Sob esse horizonte, segundo o psicólogo suiço Jean Piaget, o corpo familiar possui uma função imprescindível para a formação cognitiva da criança.Contudo, o comportamento do genitor alienado vai de encontro com a máxima do pensador, uma vez que ao colocar seu filho contra o ex-parceiro gera um sentimento de incerteza e afastamento, o que pode desenvolver inúmeros efeitos nocivos à vítima, como déficit de atenção e dificuldade de concentração, comprometendo o processo de formação intelectual.Desse modo, é inaceitável a postura negligente dos pais frente às graves consequências da alienação parental na maturação cognitiva infantil.
Outrossim, vale ressaltar os impactos psicopatológicos estimulados pelo problema.Nessa ótica, consonte o Jornal Folha de São Paulo, 77% das vítimas da alienação parental apresentam algum problema psicológico ao decorrer da vida, como depressão, ansiedade e síndrome do pânico. Sob essa análise,infelizmente, é evidente as preocupantes sequelas desse fenômeno na saúde mental dos indivíduos,tendo em vista que a falta de uma relação harmônica com seu grupo familiar desencadeia um sentimento de solidão e de fugacidade ao problema, o que os leva, muitas vezes, ao uso de drogas alucinógenas, como álcool e cocaina.Configura-se, portanto,como inadmissível a postura omissa das instituições públicas frente aos vários perigos que essa população está submetida.
Depreende-se, dessa forma, como inadiável a necessidade de combater os impactos maléficos da alienação parental no Brasil.Destarte, o Governo Federal, por meio do poder legislativo, deve promover uma reformulação da legislação brasileira, criando uma lei específica que fiscalize, identifique e combata esses atos, com a finalidade de proporcionar um ambiente familiar que garanta o desenvolvimento íntegro das crianças.Ademais,cabe à mídia,mediante suas programações, informar a sociedade sobre as graves consequências ao indivíduo durante esse processo alienado, com a participação de psicólogos, para destacar os benefícios de um convívio regular com ambos os genitores,tanto ao psicológico ,quanto ao aprendizado.Espera-se,com tais medidas, que a alienação parental passe a ser uma mazela superada pela população brasileira.