Os perigos da alienação parental
Enviada em 14/01/2021
O Super-Homem, idealizado pelo célebre filósofo Nietzsche, caracteriza o indivíduo capaz de livrar-se das amarras sociais. No entanto, quando se analisa a alienação parental em questão no Brasil. percebe-se que o ideal proposto pelo autor está distante da realidade social de muitos indivíduos. Problemáticas como essas são potencializadas ora pela inércia estatal, ora pelos perniciosos hábitos dos familiares.
Em primeira análise, fundamentando-se na Teoria do Corpo Biológico, proposta pelo sociólogo Émile Durkheim, a sociedade atual funciona como um corpo humano: é necessária a atuação de todos os órgãos em prol do seu pleno funcionamento. Entretanto, o Poder Público configura-se como um órgão falho, uma vez que os investimentos destinados a propagandas e a campanhas que evidenciem os malefícios que a alienação parental pode acarretar à criança, como distúrbios de ansiedades, traumas, dificuldade nas relações interpessoais, são ínfimos. Isso acontece porque a maioria dos parceiros que estão em conflito pela guarda dos filhos usam a criança como instrumento de vingança pelo fim da vida conjugal, esquecendo-se que os que deveriam cuidar estão causando sofrimento para a criança.
Outrossim, de acordo com a Teoria do Caos, evidenciada pelo matemático Edward Lorenz, afirma que uma pequena mudança no início de um evento pode desenvolver consequências diversas e desconhecidas no futuro. Sob essa ótica, ao se analisar os conflitos e as desqualificações entre os exs cônjuges,percebe-se que são fatores determinantes para a alienação parental, uma vez que um genitor fala mal do outro para o filho e impede a boa convivência entre ambos. Por conseguinte, esse dilema acareta consequências, como mencionado por Lorenz, para o adolescente que está em meio essa situação, já que,em sua maioria,esses não permitem que o adolescente e a criança expresse o que sentem, tal ação seria amenizada pelo consenso e a comunicação entre os pais acerca das responsabilidades para que haja a proteção integral dos filhos.
Diante do supracitado, medidas são necessárias para que haja a mitigação da alienação parental. Para tanto, urge que o Estado, por meio de verbas públicas, invista em propagandas que enfatizem a importância da boa comunicação entre as famílias, em especial aos exs cônjuges que tenham filhos e abordar os malefícios que a alienação parental pode acarretar para a criança, com isso menos crianças e adolescentes serão acometidos por problemas decorrentes de conflitos familiares. Ademais, é importante que as escolas, por intermédio de palestras e debates, orientem os pais acerca de como lidar com o compatilhamento de guarda, com o intuito de que menos crianças sofram alienação parental