Os perigos da alienação parental

Enviada em 18/04/2021

Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções das pessoas sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental da sociedade. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante da manipulação de ideias que o adulto tem sobre o filho. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas impostas como necessárias para que os perigos da alienação parental não sejam crescentes.

Inicialmente, é válido ressaltar o desconhecimento que os brasileiros possuem sobre a Carta Magna como fator agravante dos casos crescentes de alienação parental. De acordo uma pesquisa feita pelo “Data Senado”, cerca de 50% dos entrevistados admitiram saber nada ou muito pouco acerca da Constituição Federal do Brasil. Desse modo, é possível constatar que, com a laicidade sobre os próprios direitos e sobre o que é considerado crime nacional, as vítimas mantêm-se inertes diante de situações de injustiça e de violência psicológica, as quais envolvem a alienação parental com a criança, que, por sua vez, precisa da defesa de um adulto para promover os direitos instituídos, por exemplo, no Estatuto da Criança e do Adolescente. Por isso, cabe às escolas o ensino da Constituição para que, além dos responsáveis, os próprios jovens tenham ciência das anormalidades sociais e, então, possam identificar criticamente as situações familiares que envolvam a manipulação.

Outrossim, é imprescindível mencionar que a falta de subsídio governamental diante dos casos de alienação corroboram para o incentivo da prática, haja vista, sobretudo, o poder aquisitivo exigido para impor tal caso em justiça. Segundo o “El pais”, portal de notícias, cerca de 1% da população detém mais de 30% da economia nacional. Dessa maneira, postas tais concentração de renda e desigualdade social, indaga-se como uma mãe, por exemplo, com família desestruturada e marginalizada, terá condições econômicas para impor o direito legislativo com auxílio de advogado, quando, na verdade, não possui nem mesmo dinheiro para uma cesta básica. Assim, visto a prioridade de sobrevivência, muitas vezes, os abusos psicológicos passam a ser desconsideradas como relevantes nessa condição.

Portanto, evidenciam-se condutas importantes para que os perigos da alienação parental sejam cessados. Por conseguinte, o Governo Federal deve, por meio de uma reunião com os governadores estaduais, promover a inserção do ensino básico aos direitos humanos postos em constituição no currículo escolar, por meio de uma fiscalização e padronização das aulas em todo o Estado, com o auxílio dos profissionais da área de humanidades e de pedagogia, a fim de combater, sobretudo, os casos de abuso presentes na alienação parental. Por fim, o progresso e a percepção tão enfatizados por Sêneca, filósofo romano, serão conquistados com sucesso na sociedade.