Os perigos da alienação parental
Enviada em 19/04/2021
A alienação parental pode ser definida como o ato de promover racor ou inverter predileção dos filhos em relação ao outro genitor ou familiares. Tal dilema pode ser observado na obra Harry Potter, escrita por JK Rowling, em que o protagonista é constantemente vítima da prática, em episódios que seus pais, já falecidos, são alvos de ataques depreciativos, realizados por seus tios que o tutela. Esse conjunto de ações fere o direito da criança e adolescente, além de ser um grande risco para as relações familiares, imprescindíveis para o crescimento e formação do menor.
Em primeira análise, pontua-se que a alienação parental é uma infração da lei. Isso é visto na Constituição Federal do Brasil, que garante às crianças e adolescentes o direito à estabilidade e saúde, englobando aspectos psicológicos. Logo, induzir o ódio ou desprezo da vítima ao familiar é configurado como atentado à integridade infantil, uma vez que a prática gera desestabilidade emocional do menor envolvido.
Em segunda análise, é inegável que o convívio saudável com os genitores promove benefícios para toda a vida. Essa questão é levantada no livro Admirável Mundo Novo, do autor Adous Huxley, em que os indivíduos crescem sem a influência dos pais, o que resulta numa sociedade vazia e fria, com relações sociais razas. Assim, sob a negatividade da alienação, a criança seria privada de orientações morais, laços familiares e afeto, conjunto primordial na formação do caráter de um indivíduo.
Diante dos argumentos supracitados, medidas devem ser tomadas para solucionar gradativamente a situação. Portanto, o Conselho Nacional Dos Direitos da Criança e do Adolescente deverá promover campanhas publicitárias a fim de se evitar a prática. Isso deverá ser feito por meio de propagandas televisivas curtas, em horários comerciais, que passarão em todo território nacional e exibirão os riscos e impactos da manipulação familiar. Dessa forma, espera-se atenuar os episódios e os perigos da alienação parental.