Os perigos da alienação parental
Enviada em 12/05/2021
Na produção “Tempos Modernos”, do musicista Lulu Santos, o verso “Eu vejo a vida melhor futuro” representa uma esperança quanto à melhoria nas condições da sociedade hodierna. Paralelamente, quando se avalia os perigos da alienação parental, esse sentimento amistoso torna-se inalcançável, seja pela ideologia acerca da criação familiar, seja incidência de relacionamentos abusivos entre os casais. Desse modo, fatos devem ser analisados e medidas devem ser tomadas, a fim de amenizar esse problema.
Nessa perspectiva, à luz do pensamento promovido pelo pensador absolutista Maquiavel, em “O Príncipe”, amor é pragmático e, dessa maneira, é melhor ser temido do que amado. Evidencia-se, sob esse panorama, que tal afirmativa – primeiramente destinada à conduta adequada do governante – é reverberada até a atualidade, visto que sua presença é consistente em contextos como a criação infanto-juvenil brasileira, já que é realizada em um viés autoritário e, nesse sentido, formata um ambiente familiar onde o medo prevalece sobre o respeito. Assim, é perceptível uma condição ideológica a ser rompida, haja vista que essa, além de propagar um corpo social traumatizado e retraído com a própria família, atua na construção, bem como na perpetuação da problemática em questão.
Além disso, segundo a psicanálise freudiana, a personalidade adulta do indivíduo é tanto uma consequência do contexto familiar, quanto um resultado da relação afetiva entre os seus parentais. Dessa maneira, é valido ressaltar que o aumento nos casos conhecidos de relacionamentos abusivos – baseados em violência física ou psicológica – está amplamente conectado com a alienação parental, uma vez que casais com problemas conjugais tendem a refleti-los na criação dos filhos e, assim, deturpam a perceptiva acerca da possibilidade de futuras relações estáveis na vida de suas crianças e adolescentes. Logo, repensar tal conjuntura será de grande avanço para essa questão.
Portanto, a solução do impasse se iniciará a partir do amplo enfrentamento. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, isto é, o órgão responsável pelas questões educacionais, bem como pela garantia da cidadania, promover um projeto em parceria com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), no qual os atuantes nessa temática promoverão eventos familiares recreativos pelos municípios brasileiros e realizarão reuniões de conscientização acerca da importância de uma criação feita com bons parâmetros psicossociais, a partir da presença de psicólogos e agentes sociais, para que assim se inicie uma melhoria. Ademais, filantrópicos agentes midiáticos irão expandir a inciativa ao ofertar lives nas redes sociais, as quais tratem do tema com efetiva seriedade e, desse modo, rompam ideologias que impeçam a ampliação do sentimento otimista supracitado.