Os perigos da alienação parental

Enviada em 23/05/2021

É inegável que os casos de divórcio têm aumentado no país a cada ano. Dessa forma, é plausível mencionar que a alienação parental e os riscos que a acompanha também. De acordo com Joseph Goebbels, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Nesse contexto, pode-se afirmar que toda falsa manipulação contra as crianças, deverá afetá-las no futuro, mesmo que anteriormente fosse uma mentira. Logo, os impasses que esse alheamento provoca podem ser resumidos em romper os laços afetivos entre os pais e a inversão indevida dos direitos parentais.

Diante desse cenário, é certo que a desqualificação da conduta do genitor é a principal aliada para o fim de afeição entre os familiares. Segundo Johann Goethe, “só é possível ensinar uma criança a amar, se amá-a”. Sob essa ótica, é evidente a falta de empatia dos responsáveis quando trata-se de uma separação, visto que só pensam em ganhar a guarda sem ao menos se importarem com o amor pela criança. Ao saber que é necessário se mostrar mais efetivo, o parente manipula a cabeça do pequeno para reprovar as ações do outro, entretanto, isso causará o corte de amorosidade entre eles. Enfim, o bambino será sempre o menos acolhido e respeitado nesse meio, já que é considerado infantil demais para esses assuntos mesmo em relação ao seu bem estar.

Além disso, ainda convém ressaltar que toda ação indevida é aquela que não deveria ser atuada, assim como a troca de direitos entre os pais em casos específicos. Em alusão a essa alteração, é necessário mencionar a Lei da Alienação Parental, que julga qualquer ato de dementação provocado pelos pais como interferência no processo de formação psicológica de uma criança ou adolescente. Sendo assim, fica visível o verdadeiro propósito da lei, na qual visa proteger o filho acima de tudo, porém, não ocorre sua aplicação rigorosa no país. Logo, é de suma importância dizer que há casos, na qual um dos genitores abre uma ocorrência falsa para conseguir a responsabilidade total do filho e tirar a credibilidade do outro. Enfim, percebe-se a carência de ética por parte dos pais, principalmente daqueles que buscam métodos anti racionais perante a lei.

Em suma, conclui-se que medidas devem ser tomadas urgentemente para que rompam todos os riscos da alienação parental presente no Brasil. Para isso, é indispensável a ação do Ministério da Saúde, promover propagandas que visem conscientizar sobre abuso psicológico infantil, por meio da Mídia, a fim de apresentar a manipulação parental como crime. Assim como a ação do Estado, reconstruir a Lei e segui-la rigorosamente, para que todos os envolvidos no processo tenham seus devidos direitos. Só dessa forma, a ideia de Goethe terá efeito na sociedade e principalmente, às inocentes crianças.