Os perigos da alienação parental
Enviada em 02/07/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro “o triste fim de Policarpo Quaresma”, sempre teve como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, os perigos da alienação parental torna o país ainda mais distante do imaginário do sonhador personagem. Diante dessa perspectiva, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse cenário.
Em relação a isso, é notório destacar a separação dos pais como um impulsionador da alienação parental. Nesse sentido, esse revés vem penetrando a sociedade e culminado numa série de questões, como o sofrimento das crianças e dos adolescentes, em virtude das decisões da família. Segundo o filósofo chines, Confucio “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Diante de tal afirmação, verifica-se que muitas vezes os conflitos sociais influenciam na forma de agir das pessoas, e por conta do egoísmo, não enxergam suas próprias falhas, o que acaba por contribuir em novas desavenças futuras.
Além disso, convém ressaltar a saúde emocional presente na questão. Nessa situação, o indivíduo que está inserido nesta circunstância irá desenvolver vários problemas relacionados ao psicológico, como ansiedade, e depressão. De acordo com Zugmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. Diante de tal contexto, percebe-se uma omissão no que se refere a esse problema, e é provável que esse empecilho permaneça caso não seja solucionado.
Portanto, o governo federal, responsável por regar e organizar a sociedade, deve promover palestras nas redes sociais, com psicólogos especialistas no assunto, com intuito de direcionar os pais em como tratar os seus filhos logo após o divórcio, de modo a reverter os perigos da alienação parental presente na atualidade. Assim, possivelmente, a essência que Policarpo Quaresma acredita será alcançada.