Os perigos da alienação parental
Enviada em 27/10/2021
O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê o direito à convivência familiar. No entanto, a alienação parental fere esse benefício e representa uma ameaça ao estado pleno da sociedade. Nesse sentido, indica-se a relegação dos filhos na relação conjugal dos pais como promotora do impasse, afetando o desenvolvimento dos menores em consequência. Diante disso, faz-se fundamental a discussão desses aspectos.
Sob esse viés, em primeira análise, é válido destacar o erro cometido ao deixar os filhos em segundo plano no relacionamento dos pais. Nessa ótica, segundo Albert Einstein, não se pode manter a paz pela força, mas, sim, pela concórdia. Deste modo, percebe-se a importância de preservar uma convivência saudável entre os adultos, mesmo que sejam divorciados, pelo bem das crianças, uma vez que há uma responsabilidade sobre estas a ser zelada e, com ela, a necessidade de viverem em concordância. Entretanto, o que se observa é uma guerra na qual os filhos são usados como armas para enfrentar o adversário, que é sua própria família. Assim, é necessário a reformulação dessa postura.
Ademais, é pertinente ressaltar o impacto desse óbice na formação da personalidade da criança ou adolescente. Nessa perspectiva, conforme Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Sendo assim, uma convivência familiar tóxica contribui para uma educação conturbada, podendo desenvolver transtornos de personalidade e danos psicológicos nos menores. Logo, espera-se a reversão desse quadro deletério.
Portanto, medidas são fulcrais para cessar o revés. Destarte, cabe ao Conselho Tutelar, juntamente com as Secretarias de Educação municipais, abordar a temática da alienação parental, destacando a importância de manter um relacionamento pacífico entre os pais, a partir de projetos sociais, como apresentações artísticas, palestras e oficinas, a fim de gerar uma atitude proativa nos adultos e cessar, enfim, o problema. Dessa forma, a paz será mantida nos lares da população brasileira, como sugeriu Einstein.